quarta-feira, 6 de maio de 2020

A Lua da Iluminação

Diário da Astróloga: 06.05.20| Reza a lenda que Sidarta Gautama, o Buda, teria se iluminado sob uma Lua Cheia em Escorpião, como a que acontecerá entre hoje e amanhã. Como as informações sobre Buda são de alguma maneira imprecisas, pois os primeiros relatos escritos sobre sua vida foram feitos 500 anos após sua morte, não há como nos certificarmos desta informação.
Mas, como "é contando histórias que a gente entende e explica a vida desde os tempos sem princípio", nós mesmos podemos lançar mão de algumas narrativas significativas todas as vezes que precisamos delas. E hoje, a história da iluminação do Buda pode apaziguar os nossos corações.
Mas como teria ele se iluminado exatamente numa "Lua de Morte", como é conhecida a Lua Cheia em Escorpião? Justamente porque todo o fim é também um começo. Segundo a história, Buda sentou-se debaixo de uma árvore frondosa e entrou em profundo processo meditativo. Até que Mara, o demônio, começou a tentá-lo. Mara se utilizou de todos os subterfúgios possíveis. Mas Buda não cedeu, lutou bravamente e se iluminou. A narrativa espiritual e heroica é belíssima. Mas que relação ela teria com a nossa vida real? Quem foi o seu adversário? E o que seria exatamente o iluminar-se?
O ADVERSÁRIO
Mara é a maldade, a ignorância, a ira, a agressividade, o preconceito, a perversidade, o macabro, o sadismo, a tristeza, a pequenez, a mesquinhez, a escassez, o ódio, a violência, a arrogância, a indiferença, a soberba, o autoritarismo, a mentira, o desejo de poder, a negação da vida até culminar na morte. Mara mais que uma personagem histórica, é um estado de consciência segundo descrevem os próprios budistas, uma experiência dentro e fora de nós, sendo portanto uma realidade. Em pleno 2020, em meio à pandemia de Coronavírus e a recessão financeira, Mara está como nunca no meio de nós. 
A ILUMINAÇÃO
Iluminação é o ato de trazer luz para a própria vida, é tomar consciência de si mesmo. Luz é conhecimento e sabedoria. Há inúmeros tratados budistas sobre o que venha a ser a "iluminação" e como chegar a ela. Mas nem sempre este conhecimento alcança todas as pessoas. E a iluminação nos parece algo tangível apenas a poucos escolhidos, em lugares santos, em momentos únicos. Quando na verdade a iluminação acontece todos os dias, pouco a pouco, na vida de todos nós, em qualquer lugar, em qualquer tempo. 
O que Buda nos ensina a partir de sua experiência é que iluminar-se é tomar consciência de quem se é. É se conhecer em profundidade, vendo em si o grande mistério da vida a ser revelado, pois é nos desvendando que desvendaremos o mundo. Iluminar-se é conhecer o nosso próprio passado, nossas experiências, memórias, tudo o que fizemos de nós mesmos para nos tornarmos quem somos, todo o esforço que realizamos para chegarmos até este ponto. Iluminar-se é saber de nossos pontos fracos, obscuros, sombrios e transmutá-los sempre que visível e possível. Iluminar-se é tropeçarmos nos nossos auto enganos e levantarmos em seguida para novas experiências. É reconhecer quais são nossa melhores virtudes e multiplicá-las. Iluminar-se é trabalhar, estudar, crescer e ajudar a si, a família e a sociedade a viver melhor por sabermos que, pelo princípio da interconectividade, a iluminação de um é a iluminação de todos. 
E o cenário ideal para a iluminação não é no alto do Himalaia, como romanticamente se pensa, mas em qualquer lugar comum, em meio à angústia, a dúvida, onde Mara estiver.
Entre hoje e amanhã a transcendência nos chama profundamente. E cada um de nós, a sua maneira, enfrentará "Mara". Durante o processo, Buda não olha para Mara, ele olha incessantemente para si, pois sabe que tudo o que existe fora dele é uma grande miragem. E a maneira como Buda condiciona seus pensamentos e sentimentos é que o conduz à iluminação. Até em última instância alcançar a vacuidade, a certeza de que a vida é o nada e o tudo.
Que em meio ao turbilhão de emoções para onde as notícias e as vibrações lunares nos transportam, consigamos alcançar o estado de Buda, "para o benefício de todos os seres", como se lê nas escrituras.
Aline Maccari Jornalista, Astróloga e Analista Junguiana

Entre 6 e 8 de Maio viveremos a Lua Cheia em Escorpião. Há quem a conheça pelo nome de Lua de Morte, Lua de Buda ou Lua da Iluminação. Mas sem pânico! Não há motivo para isso! Pois ao mesmo tempo que ela nos faz entrar em contato com alguns dos nossos maiores desafios, ela também pode nos ajudar a encontrar grandes soluções, até a superação. E um trecho da história da iluminação de Buda pode nos ajudar em dias como esses. Afinal, se Buda conseguiu porque nós também não podemos "chegar lá"? Aline Maccari Jornalista, Astróloga e Analista Junguiana

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