sexta-feira, 15 de maio de 2020

O amor e o ódio: dois lados do mesmo yin-yang


Diário da Astróloga: !5.05.20 | E então? Vamos tirar esse ódio do coração? De uns tempos pra cá ficou super pop odiar. Criamos até um termo pra isso: "hater" ou "odiador" em bom português. O ódio é um sentimento que sempre existiu.
Ele faz parte da nossa constituição emocional e não deve ser escondido, do contrário ele pode inclusive se vingar de nós. A melhor coisa a fazer com este sentimento é lidar com ele. O ódio é reconhecidamente uma força destrutiva, mas há também nele um caráter de extrema potência, capaz de mover quase tantas montanhas quanto a fé.
Juliana viveu um relacionamento abusivo com Edu por muitos anos. Geralmente era ele quem pagava as contas e a massacrava pelo mesmo motivo. Ela não conseguia sua independência financeira. Até que viver juntos se tornou insuportável. O estopim para um relacionamento que já ia mal foi a traição de Edu. Esse episódio mobilizou um ódio tão grande que Juliana conseguiu derrubá-lo. Conseguiu finalmente uma boa oportunidade profissional, saiu de casa e mudou-se para o seu próprio apartamento. A vingança não poderia ter sido mais dolorosa para o ex-marido. E ela descobriu a força que morava dentro de si.
Precisamos reconhecer a faceta transmutadora do ódio. Em muitos momentos é ele que nos mobiliza e transforma. Reconhecer que se odeia era até alguns anos atrás era um sacrilégio, sinônimo de pecado. A Igreja nos ensinou que este é o pior sentimento humano, colocando-o nas sombras da nossa psique, forçando-nos à quase santidade. E por quase dois mil anos admitir que se sentia ódio era como admitir um pacto com o mal. A questão é que o exercício do "amor ao próximo" sustentado pela Igreja na grande maioria dos casos era hipócrita, porque somos humanos e lá no fundo sabemos que não somos tão semelhantes assim, como pregam os dogmas. Mas a Era de Peixes tornou o ódio um sentimento tão sombrio que não havia outro destino para ele senão sair dos porões e tornar-se protagonista. E com a chegada de Plutão ele se tornou o mais famoso dos anti-heróis.
PLUTÃO: ÓDIO COMO SOMBRA DO AMOR
Plutão, o deus das sombras fala da finitude das coisas, inclusive das hipocrisias. Ele passa cerca de 21 anos em cima de cada signo e suas duas últimas visitas foram decisivas para essa mudança de comportamento. Em sua passagem por Sagitário, de 1995 a 2008, ele foi aos porões da Igreja, escancarou os casos de pedofilia e transformou as sombras da instituição mais antiga do mundo em bestseller, nos livros e filmes de Dan Brown, como o "Código da Vinci" e "Anjos e Demônios". Foi um golpe fatal no "amor cristão". Quando Plutão entrou em Capricórnio em 2008, o ódio já estava tão "hype" que ganhou o Globo de Ouro nas super séries Breaking Bed e House of Cards. Até o ódio alcançar o seu apogeu quando a realidade começou a superar a ficção. E eis que o ódio se fez rei, dominando as nossas vidas. Nas redes sociais e na vida real nossas trocas alcançaram o máximo do ódio, do desprezo, da ignorância e da baixeza. Todos odiavam a todos! Até que chegou a...
SANTA QUARENTENA
Os ciclos de Plutão são longos, por isso nem parece que ele já está de saída de Capricórnio. Em 2023 ele entra definitivamente em Aquário deixando suas lições. Antes disso, Plutão nos deixou em casa, ajoelhados contra a parede, no "cantinho do pensamento". E mesmo que lá fora, na vida pública, ainda estejamos vivendo alguns dos piores capítulos de House of Cards, dentro de casa, em nós, algo precisa mudar, simplesmente porque o ódio em última hipótese é destrutivo, tóxico e mortal. O ódio em sua potência máxima é o fim da própria vida. Já vivemos a luz e a sombra da Igreja e do "amor cristão". Já vivemos a luz e a sombra como "haters" com Plutão. Já está na hora de nos apaziguarmos quanto ao real valor desses sentimentos e vivermos o amor e o ódio em doses honestas e harmônicas.  
Eu acredito sinceramente que o ódio, enquanto tendência, está ficando fora de moda. Primeiro ele fica brega, depois ele sai de fininho dos holofotes. Um das últimas grandes demonstrações de ódio foi o "Foda-se a vida!", publicizado na conta de uma "celebridade Instagrâmica". Como digital influencer ele mostrou a tendência do momento: que odiar já não é mais o "new black" e que quem odeia inclusive perde patrocinadores.
Como aquariana, farejadora de tendências, ouso dizer que sinto a chegada de um tempo de mais equilíbrio, onde a moral não sirva apenas para nos acachapar, mas para nos colocar em "good standards" com a vida. No céu de hoje Lua e Marte em Peixes nos fazem sentir o amor e o ódio.
Aline Maccari Jornalista, Astróloga e Analista Junguiana
CRÉDITOS: Banco de imagens: Yin-Yang em aço escovado.



Tira esse ódio do seu coração vai!? O ódio ficou tão pop de uns anos pra cá que nós inventamos até um nome para os seus adoradores: os "haters". Mas a vida e o céu avisam que ser "odiador" está ficando cada vez mais fora de moda. É certo que amor e ódio vivem dentro da gente e temos que tomar consciência dessas potências. Mas que não sejamos engolidos pelas sombras! Aline Maccari @aastrologa Jornalista, Astróloga e Analista Junguiana

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CRÉDITOS: A Astróloga
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