sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Meu herói!

Quando o pacato psiciano se transforma no valente ariano
O tema deste mês é sem dúvida o amor! Porque Libra, o mês no qual estamos, é regido pela Vênus, a deusa do romance e da beleza. E até o dia 21 de outubro, com a entrada do Sol na constelação de Escorpião, a temática se repete, sempre de uma forma diferente, abraçando todas as suas vertentes possíveis. E quem anuncia a forma como vamos sentir os humores dos dias que se seguem é a Lua, para a astrologia um "planeta" que nos inclina a sentimentos, sensações e disposições interiores, que se traduzem em situações que acontecem dentro e fora de nós, de uma forma sutil, noutras nem tanto. Hoje a Lua continua no signo de Peixes, o terceiro signo de água, o mais sensível deles todos. Um dia orientado por tais "vibrações" pode sugerir muita doçura, delicadeza e profundidade nas abordagens amorosas. Para um dia de trabalho pode representar a inutilidade completa de uma reunião no meio da tarde, por exemplo. Porque a Lua em Peixes nos deixa mais propensos a sentir que a pensar ou agir. Assim, poderemos passar o dia divagando, esperando a noite chegar, como se quiséssemos que o relógio se acelerasse, para de fato fazermos o que mais importa, amar! O dias de Lua em Peixes também nos faz mergulhar nos próprios sentimentos, ajudando nos a ir fundo em processos de autodescoberta, por meio de todo o tipo de terapia. Como se nesses dias em especial tivéssemos uma abertura específica na alma para tocar e perceber nuances do nosso comportamento e do nosso passado, que noutros dias não estão tão disponíveis. Um processo muito mais intuitivo que mental, que depende muito mais de um estado de relaxamento e entrega que esforço e dedicação. O que deve acontecer, mas de forma muito suave e natural. Em se tratando das conexões com a alma, o dia também sugere forte ligação com a música e todos os lugares onde ela pode nos levar, na viagem imaginativa que ela nos proporciona. Assim, seguiremos divagando e sonhando pela sexta-feira, a espera de um final de semana com outra configuração completamente diferente. No sábado e domingo a sonhadora e tímida Lua em Peixes dá lugar uma belíssima e grandiosa Lua Cheia no signo de Áries, o primeiro signo do zodíaco, signo de fogo. E da passividade passamos à ação, num estalar de dedos. Como se a sexta se arrastasse e o final de semana exigisse de nós ação e atitude. A Lua Cheia é a oposição perfeita da Lua ao Sol daquele mês, de modo que há uma oposição perfeita no céu entre esses "luminares", produzindo efeitos antagônicos ou na sua melhor forma, o equilíbrio perfeito entre duas forças que atuam num mesmo eixo, um eixo que trata do auto-centramento ariano, o EU e a doação e entrega librianas, ao OUTRO. Então de uma sexta sonhadora, romântica e platônica, passamos a um final de semana onde lhe será exigido "alto desempenho". Uma oportunidade e tanto para deixar de lado a timidez, e de forma valente e corajosa, lutar pelo amor de forma brava, como pede o "guerreiro ariano". E para um sujeito tímido, que se esconde atrás de mensagens e dúvidas sobre o sim da amada, esta é uma grande oportunidade para deixar de sonhar, para então de fato agir. Para quem espera pelo momento ideal para um pedido importante esta será a hora de fazê-lo. Sábado e domingo serão dias de heroísmos em nome da paixão.
Aline Maccari

Em Payphone o "Dinho Ouro Preto" do Maroon 5 deixa de pasmaceira e declara seu amor. Sejamos corajosos! No final dá tudo certo!

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quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Aqueles momentos impagáveis

Lua em Peixes: a impagável arte do curtir a dois
Nos últimos dez anos o Brasil mudou. Crescemos em vários aspectos e somos a "bola da vez". E se tem algo que aprendemos muito bem foi como nos tornarmos grandes consumidores. Compramos tudo e das mais variadas formas. Todos ostentam, com orgulho do carnê da loja popular ao cartão "platinum volta ao mundo". Quem ousaria sonhar com um Camaro amarelo uma década atrás? E não que isso seja ruim, mas a cultura do consumo se apossou de nós de uma forma tão violenta que ao invés de pensadores, artistas, cientistas, politizados, espiritualizados, nos tornamos consumidores contumazes.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Como queijo com goiabada

A história de amor entre Joana e Tadeu 
Eles eram como queijo e goiabada. Como Romeu e Julienta! Mas tem hora em que o doce azeda e queijo talha. No céu romântico de Libra, céu de beleza e encantamento, há uma ingrisia difícil de se ajeitar, pelo menos pelos próximos dias. Lá no alto a Vênus, deusa fêmea está de mal com Marte, o deus macho. Apesar dela passear pela generosa, carinhosa e luminosa constelação de Leão, ele anda raivoso, enérgico, escondido e cheio de segredos entre as estrelas de Escorpião. E um momento que poderia ser de somar esforços a favor da relação a dois se torna uma teimosia e tanto, afinal Leão e Escorpião são signos fixos, portanto teimosos. Então quem teria razão na discussão? Nos céus, quando os planetas formam ângulos de noventa graus, as chamadas quadraturas, dá vontade de sentar no meio fio e chorar, até que o tempo passe e os planetas saim de lá. Porque tudo o que se fala ou se tenta fazer, parece dar errado, como se estivéssemos dando um tiro no próprio pé. Uma amiga acabou de conhecer um pretendente, finalmente a sua altura, e resolveu dar um "Google" na vida pregressa do amado. Eram tantas fotos da falecida, tantas declarações de amor, que ela se sentiu ferida e traída pelo o que aconteceu anos atrás. Apesar de nada daquilo coincidir com o tempo presente, a nova empreitada do moço, Joana revirou o estômago e perdeu o apetite. Perdeu pelo menos dois quilos, o que não é de todo o mal. Agora cabe ainda melhor na calça jeans. Mas eu conheço o pretendente, Tadeu é homem direito, desses raros, românticos, maduros e bem intencionados. Será que o passado dos outro é da nossa conta? Ou todo o começo é uma nova chance? Após dois dias de martírio Joana arremessou a toalha. Disse que pediria para saír e que se atracaria novamente com Marcelinho, aquele transeunte dos últimos dois anos, divertido e bom de cama. E então a fuga do sofrimento seria perfeita! E trocar um empreendimento sério por mais uma aventura poderia lhe trazer o sorriso de volta. Então perguntei a ela: Por quantos homens você já se apaixonou de verdade? Quantos encontros entre duas pessoas são verdadeiramente significativos, íntegros e transformadores? Quando os céus sugerem uma quadratura dessa envergadura não é hora é fugir. É tempo de enfrentar. Joana, Joaninha! Ninguém constrói relacionamentos sólidos fugindo dos tremores na primeira ventania. Às vezes olhamos para um desafio e ele nos parece grande demais, nos dá vontade de recomeçar e recomeçar... até que não se tenha nada além de uma vasta coleção de tentativas ou prólogos com várias pessoas. Desafios como o do céu de hoje são oportunidades poderosas para o fortalecimento da relação. O casal está sendo chamado a conversar seriamente sobre seus problemas, estabelecer regras e firmar um acordo que funcione muito bem para ambas as partes. Porque passado todos temos e é por isso que somos o que nos tornamos. Aliás, todas as experiências amorosas pelas quais passamos nos preparam para as seguintes e assim por diante. Se Tadeu é o homem da sua vida, hoje, e digo que ele pode ser, afinal é um homem de muitas virtudes, agradeça à falecida! Foi ela quem o lapidou para você. Quanto ao rapaz ... bem querido! Faça aquela faxina nos armários, arquivos, sites e siga em frente. Afinal, toda a mulher gosta de vasculhar... até achar o homem dela, só dela. Que as quadraturas nos ajudem a crescer! O dia segue com a Lua em Aquário, muito boa quando se trata de explicações, desajeitada quando se trata de sentimentos. Permanecer calado, evitando palavras mal colocadas, pode salvar muitas relações. Esperemos a romântica Lua em Peixes de quinta e sexta para fazer as pazes.
Aline Maccari

Adriana Calcanhotto canta Fico Assim Sem Você. Adorei a cena do observatório.
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terça-feira, 25 de setembro de 2012

Forró do Capeta

Na estréia da Primavera em Brasília, Perséfone emergiu dos subterrâneos para dar o ar da graça. Forró de Vitrola na passarela da 111 Norte.
A cidade arde, o corpo enfraquece, a vontade foge, o suor não pinga, o gosto entre nariz e boca é de sangue e todos os planos ficam em suspenso até que as cigarras comecem a cantar. O período que antecede a primavera, especialmente em Brasília, é de dar dó. Sentimos comiseração por nós mesmos, como se fôssemos o último calango sobre a Terra, fugindo da extinção. É por isso que comemoramos cada pingo. O primeiro vêm de fora, de Sobradinho, depois da Asa Sul e da Asa Norte. E a primeira chuva é uma lavação que dá gosto. Como se a última temporada tivesse acontecido dez anos atrás e não há 12 meses. A molecada ainda vai para a rua tomar banho de chuva, enquanto os marmanjos se divertem numa pelada. As mães contemplam o alívio e a volta dos tons. E a primavera, que é de fato um fenômeno, nos convence até a última flor que é a estação mais bela de todas, na "cidade parque", onde em menos de uma semana tudo muda de cor. Por aqui é como um milagre. A primavera é a primeira estação do ano, é quando nos parece que o ano se iniciou. A questão é que para nós é um pouco estranha a sensação de que o começo venha com o final de setembro, mas é essa a data de estreia da Vênus, a deusa do amor e da beleza, planeta regente deste mês. Assim, o mês de libra fala de recomeços, novas possibilidades. Por agora, no céu, os humores da Lua em Aquário remetem a um sentimento fraterno, coletivo, onde todos podemos viver sentimentos parecidos, nos unindo em nome de algo maior que nós mesmos. Como numa cena que vi há dois dias. Como qualquer brasiliense me peguei vagando pelos espaços fartos da cidade, junto com os amigos, em busca de diversão. Até que uma muvuca numa passagem subterrânea me chama a atenção. Saltamos do carro, estacionado em lugar proibido é claro, e fomos espiar. Se tem um lugar infernal em Brasília são as tais passagens subterrâneas que ligam as quadras do lado de cá às quadras do lado de lá. O lugar, abaixo da superfície, é o próprio templo de Hades, o deus dos infernos, criado pelo urbanista e o arquiteto. Lá em baixo já aconteceu de tudo: roubo, estupro, assassinato. Já foi moradia dos excluídos, abrigo de bichos famintos. Era difícil escolher entre morrer ao sol, atropelado por um carro no Eixão ou na sombra subterrânea, sem testemunhas. Mas, de repente ouvimos músicas, risos, sentimos cheiro de incenso e o lugar que era escuro se iluminava cheio de flor nas paredes sobre a pintura branca e ainda fresca, com gente de toda idade e muito "rastapé". O "Forró de Vitrola" foi como a visita de Perséfone, a deusa da primavera e esposa do Capeta, à superfície. Da discoteca montada no fundo do túnel o músico Cacai Nunes conseguiu reunir gente que não se via e não se tocava há muito tempo. O calor no interior da passagem era típico dos infernos, até que vinha ele sorrateiramente jogando talco nos pés dos dançarinos para ninguém perder o rebolado. E o suor que não pingava há meses deixou todos molhados, jovens e sensuais, como a Vênus tanto gosta. Encontramos velhos amigos, demos um novo significado ao lugar e percebemos a força de todos nós unidos num objetivo tão nobre: desfrutar a vida! E a estreia de Brasília nessa primavera foi assim: criativa, original, televisiva como Aquário manda. Colorida e perfumada como o mês anuncia. Depois dessa quero ver alguém inventar história melhor!
No céu desses dias segue a Lua em Aquário, fazendo a gente lembrar que a experiência de beleza, neste  mês de libra, não é exclusiva de cada um, mas vivida dentro de todos nós, como se todos os calangos fossem um cara só.
Aline Maccari


Na primavera a passagem subterrânea dos infernos recebeu a ilustre visita de Perséfone, esposa de Plutão, para anunciar à cidade que o ano começou.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Viva a primavera

Fagira, a agricultora de Uganda
Dizem que depois de uma longa viagem o corpo chega primeiro e só depois de algum tempo a alma volta ao seu lugar. E foi isso que aconteceu comigo. Depois de quase três meses na África e muitas histórias incríveis para contar eu volto para o Brasil. Mas na ânsia de descobrir o mundo, entendê-lo e descrevê-lo um pouco mais deixei-me espalhar pelos aeroportos entre o Quênia e o Marrocos, entre malas, vistos, imprevistos e encontros que vão deixar saudade e belas crônicas sobre a vida. Confesso, num primeiro momento, principalmente nos países árabes, pensar no céu de Zeus, Júpiter e Saturno, tomada pela cultura muçulmana deixou-me confusa e desarticulada, como se tivesse de fato ido a outro planeta com referenciais absolutamente distintos, irreconhecíveis. Mas aos poucos, entendendo a astrologia como um sistema, capaz de funcionar sob qualquer céu e a mitologia como uma herança que tem suas mesmas verdades em todas as culturas, foi ficando mais fácil perceber onde os deuses estavam e como se comportavam. Andando pela região rural de Uganda, próxima à capital Kampala, fui entrevistar uma família de agricultores. A esposa, Fagira, seu marido e seis filhos viviam com 50 dólares por ano. O valor de par de sapatos alimentava oito bocas por 365 dias. As crianças pareciam saídas do lixo. As roupas rasgadas, a falta de higiene e dignidade humanas me deixaram sem reação num primeiro momento. Sem falar a língua local, o swahili, resolvi me comunicar de uma forma capaz ir além das barreiras culturais, um diálogo de olhares e monossílabas, por meio dos olhos e da intenção. Em sua primeira abordagem Fagira havia ficado espantada com a beleza do anel que eu carregava no dedo e me pediu para vê-lo. Tirei, ela experimentou e com ela ficou. Achando graça e sem jeito, pedi que me devolvesse o anel de estimação e em troca dei a ela algo até mais chamativo, um bracelete dourado. Na mesma hora ela percebeu a validade da troca, engordou os olhos e vestiu a bijuteria. Até aquele ponto da reportagem ela não havia mostrados os brancos e grandes dentes. Depois da oferta ela se entregou como uma Afrodite que recebe um presente precioso e se envaidece. Foi quando encontrei uma Vênus perdida na África, uma Vênus negra. E a partir dalí tudo ficou mais claro. Os arquétipos eram os mesmos, só haviam mudado de cor e falavam dialetos irreconhecíveis. E o mundo com tantas caras e máscaras pareceu ser o mesmo em qualquer parte dele. Quando saí do Brasil nessa aventura por dez países da África era abril, o começo da primavera no hemisfério norte. Volto agora, primavera no hemisfério sul. Muitos pediram que eu voltasse a escrever antes, rápido, mas foi Fagira quem me fez perceber que minha motivação tem o tempo da beleza e da paz de espírito, o tempo dos planetas devidamente posicionados e em harmonia, que só agora se dispõem coerentemente, como apontam nos céus. Assim, tudo tem uma hora certa para acontecer. Sejamos todos bem vindos à mais bela estação do ano, a primavera! A partir de agora... tudo floresce novamente! Lembrando o quanto os deuses são generosos, já que temos direito a duas grandes estreias por ano.
Aline Maccari

No clip a cantora Asha, de origem nigeriana, canta "porque não podemos ser felizes?". Ora, sejamos! Afinal é primavera! E tudo começa novamente.

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