sexta-feira, 31 de maio de 2013

A criança e o passado

Foto do artista lituano Antanas Sutkus (canceriano) - 1963. Essa e outras
obras do artista podem ser vistas na exposição "Um Olhar Livre"
em exibição no Conjunto Cultura da Caixa até o dia 30 de junho de 2013.
Dia de estreias! Daqui para frente o ímpeto da realização (Marte) entra no signo da intelectualidade, dos estudos, das viagens, das trocas e vendas, da literatura e da música, do menino e das pequenas trapaças (Gêmeos), ficando por lá até o dia 13 de julho. E o regente desse "pacote surpresa", que fala da forma como pensamos e nos comunicamos (Mercúrio) entra por sua vez no primeiro signo das águas, da memória, do passado e da criança (Câncer), até o dia 8 de agosto. Tudo isso pode se traduzir em dias mais bem humorados porque o comprometimento, de um modo geral, se torna mais volátil e também mais emocional. Raciocínios, decisões e intenções podem ser prejudicados por oscilações e dubiedade. Como é muita informação para uma simples sexta-feira prefiro orbitar ao redor de uma imagem que reflete bem a entrada desses novos arquétipo nas ondas invisíveis do agir: a criança e o passado.
Aline Maccari

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quarta-feira, 29 de maio de 2013

Astrologia e mapa astral


A Astrologia é o estudo dos astros e suas influências sobre os seres humanos. Eles exercem seu poder sobre nós assim como sobre a natureza. No mundo atual, assoberbados por tanta velocidade e fugacidade nem percebemos se o dia que vivemos é belo e ensolarado. Quando o Sol, o astro-rei nasce estamos dormindo. Quando a Lua brota no céu estamos presos em engarrafamentos. Quando chove forte estamos confinados em algum lugar fechado. Não temos tempo para sentir o tempo. Mas há seis mil anos, quando os homens começaram a se guiar pelos astros, os planetas, as estrelas e a natureza, o céu e a terra eram na verdade tudo o que se tinha para observar e apreciar, porque deles tudo dependia.
Era o nascer do sol que pautava o começo do dia, do trabalho, da ação, da consciência. Era o pôr-do-sol que marcava a hora do descanso, de dormir, da inconsciência. Era com o suor do trabalho no campo, domesticando a natureza que o homem garantiria uma mesa farta, a despensa cheia, a vida regrada e a sobrevivência. As quatro estações marcavam o ritmo da natureza, dividindo o ano em doze meses, épocas apropriadas para o plantio ou para a colheita. Como as plantas e os animais somos também sazonais. Como as estações afetam as plantações, o nascimento e a morte, os planetas afetam as marés e a gravidade, e os doze meses também nos contaminam com suas qualidades.
Somos primaveris, invernais.
Alguns são mais expansivos, outros mais retraídos. Uns de casa, outros da rua. Uns trabalham demais outros de menos. Outros amam demais, outros muito mais. Temos qualidades que nos distinguem uns dos outros e que nos aproximam das pessoas que nasceram em datas próximas à nossa. Assim, o mapa natal é a ferramenta do astrólogo. É o desenho do céu no momento em que você nasceu. É um mapa do caminho que leva até você. E assim como os movimentos do Sol, da Lua e de todos os outros planetas afetam a Terra, estes movimentos também nos afetam. E se se faz na Terra como no céu, do céu se fará na Terra. Porque tudo o que acontece em nível macro atinge em nível micro. O que acontece no universo, afeta o cosmos, os movimentos planetares como os luminares (Sol e Lua) afetam a Terra. O que atinge as nações, atinge as cidades.
Carl Jung e Sigmund Freud
O que aflige às famílias, aflige a nós. O que acontece conosco reflete no nosso corpo, em nossas células, nossos átomos, nossa energia. E desta forma reflete em nossos humores, nossas personalidades, nossos planos, nossas atitudes. Carl G. Jung, o mais conhecido discípulo de Freud, pai da psicologia analítica, grande humanista, chamava a astrologia de a mãe antiga da psicologia, a mãe ancestral dos estudos da psique, da alma, do comportamento, da personalidade humana. Jung entendeu e estudou a psicologia de forma arquetípica. A palavra arquétipo significa tipo antigo.
O nascimento da Vênus - Sandro Botticelli
Os tipos antigos são as formas encontradas na mitologia. E nos tempos remotos, antes do controle e predição da ciência e do misticismo aprisionador da religião, o mundo se explicava através dos mitos. Os deuses gregos, por exemplo, eram esses tipos antigos. Marte era o deus da guerra, Vênus a deusa do amor. Eles eram como nós, cheios de defeitos, manias, desgostos e virtudes. Não significavam uma verdade completa e imutável, mas saciavam os questionamentos mais profundos dos homens como histórias que saciam crianças. Os mitos são por vezes repletos de antagonismos e absurdos. Mas explicam o mundo com as respostas mais primeiras, singulares, inconscientes e poderosas que puderam oferecer naqueles tempos, com a força da intuição. Assim, mitos são respostas intuitivas. E a partir deles se explicou os planetas e a vida, por meio de arquétipos que povoam o nosso inconsciente e que explicam nossas pulsões e desejos. Quando se analisa um mapa astral se está na verdade conversando com os todos esses deuses antigos e tentando escutar o que eles querem dizer. No mapa é possível ouvir quem fala mais alto, o que falam e como falam. Somos mais agressivos e impulsivos como Marte? Ou amáveis, belos e harmoniosos como Vênus? E em quais áreas das nossas vidas temos essas qualidades? Converse com os deuses e eles dirão quem você é.

Num processo delicado de analogias entre essas frases se tece uma trama, com toda a atenção, cuidado e respeito a que deuses e humanos merecem.
E eis a história de uma vida contada num mapa. Tecnologias antigas como a do mapa astral foram dissociadas no tempo do seu sentido sagrado e o astrólogo de seu trabalho sacerdotal. De certa forma não acho que todos devam mesmo saber sobre o assunto. É preciso querer. Reis e rainhas tinham seus sábios astrólogos de plantão e hoje, a quem quiser, parte da informação está à disposição. Numa época de revoluções no acesso a informação, época de reflexão e mudanças em níveis mundiais, ambientais e íntimos a astrologia oferece respostas como um verdadeiro mapa da mina. Um mapa de saídas e chegadas, curvas sinuosas, despenhadeiros e lindas paisagens. Um caminho que nos leva até a mina de preciosidades que existe dentro de cada um de nós.

Aline Maccari
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terça-feira, 28 de maio de 2013

Dentro d'água é sempre diferente

Há quem nade de braçada e há quem se desespere com o peito sem ar, a distância da margem e a miragem que o fundo das águas possam provocar. São muitas as reações que a imersão no mar podem causar. No signo de Peixes, Netuno tem nadado de braçada, já que está em casa. E com ele forma aspecto o Sol, numa quadratura que dura quase nada, apenas alguns dias, mas tempo suficiente para provocar alguns pequenos estragos. Quando os mutáveis (signos de Gêmeos e Peixes) se reúnem dessa forma podemos esperar o que é próprio de sua natureza: mudanças. No entanto, envolvendo o deus das profundezas psíquicas, Netuno, a variação nem sempre é para o bem, ou mesmo para o mal, já que não se sabe para onde se está indo. Com Mercúrio, Vênus e Júpiter em Gêmeos, Netuno forma mais um aspecto, desta vez positivo, incentivando as artes, as viagens, o amor, a literatura, o cinema, a divagação e a visualização de lindos peixes. No final das contas avistar moreias, marlins, donzelas de rabo amarelo ou peixes palhaço é uma escolha muito pessoal. Tudo dependo do equipamento que você carrega. E então? Vai de snorkel?
Aline Maccari

Dentro do guarda roupas, debaixo d'água ...  pouco importa! 


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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Responsabilidade para ser irresponsável

Segunda-feira começa com a Lua, nossos humores, em Capricórnio e um tom de seriedade e responsabilidade com tudo o que devemos fazer, principalmente na vida profissional. Sol, Júpiter, Vênus e Mercúrio em Gêmeos só pensam na viagem marcada para o feriado desta semana tão curta e na diversão que aguarda a todos. Mas para fazer as malas e pegar a estrada será preciso terminar aquele trabalhinho que ficou em aberto. É como se precisássemos ser responsáveis pelos próximos dias para podermos enfim desfrutar de uma pequena e deliciosa dose de irresponsabilidade.
Aline Maccari



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sexta-feira, 24 de maio de 2013

Escorpião e o "almoço executivo" de sexta-feira

Sexta-feira de Lua em Escorpião pode rimar com almoço executivo na fiRma: foto da coleção do artista MCPF. 
No céu a Lua se mostra linda, redonda e reluzente, mas ainda não na fase cheia. Ela irá expôr toda a sua exuberância no começo da noite de hoje e no céu de sábado e domingo. Amanhã a bela também promove um eclipse, no entanto não visível a nós brazucas. Os africanos terão mais sorte na observação desse fenômeno que mexe com os ânimos de qualquer ser vivente. De cá, no "aquecimento", vivemos os humores da Lua ainda no signo de Escorpião, aquela danada que gosta de tudo o que não pode. E combinando a danadice do céu de Gêmeos com a safadeza de Escorpião podemos esperar vários fenômenos, um deles, bastante comum na terra do bananão é o conhecido "almoço executivo" de sexta-feira. Geralmente ele começa no escritório, passa pelas telas do whats up acompanhado de dedinhos nervosos, sudorese, palpitações e termina num quarto com cama redonda e espelhos no teto ou na salinha dos fundos da empresa, aquela onde ninguém vai. Esse procedimento, mais conhecido como rapidinha, pode provocar indigestão aos pares alheios ao encontro; maridos e esposas desavisados e traídos. Quem souber aproveitar as pulsões de vida, sexo e morte da Lua em Escorpião saberá fazê lo sem deixar rastros, literalmente se fingindo de morto. Quem deixar vazar o segredo pela Lua Cheia a fora corre o risco de ficar de cara cheia! A dona dos humores, a Lua, estimula ainda hoje o falatório acelerado, o mal dizer e a interpretação propositalmente distorcida. Em nome disso tudo é bom ficar esperto! Amanhã nos encontramos novamente para falarmos da vida, sem preconceitos ou papas na língua, e da Lua Cheia em Sagitário que promete maravilhas.
Aline Maccari


Gêmeos, gêmeos, gêmeos e o falatório infinito: comercial da década de 80 para a Federal Express.

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quinta-feira, 23 de maio de 2013

Só come escorpião quem fala mandarim

Os chineses adoram comer escorpião, mas para isso é preciso falar mandarim
O céu manda notícias do jeito que Gêmeos, o linguarudo, gosta. A fofoca, o conto, a conversa pequena e o fato circulam em meio aos humores de uma pesada e desavergonhada Lua em Escorpião conjunta a Saturno, o senhor dos karmas. Quem sonhou demais nessa madrugada? As mensagens podem vir também assim, por outras ondas, outros canais, conscientes e inconscientes.  O tema é que não será moleza para ninguém. Hoje e amanhã o Escorpião toma conta dos pensamentos, falas e segredos escondidos. E nos faz agir menos com a parte superior do corpo, bem mais sob os estímulos que excitam da cintura para baixo. Muitos prefeririam ficar quietinhos na cama, para fugir do pior e aproveitar o melhor nesse dia especial, mas como não será possível carreguemos o guarda chuva de titânio que protege dessa chuva venenosa. Quem tem aspectos importantes em Escorpião como Sol, Lua, Ascendente ou Vênus vai tirar de letra esses dias que antecedem a Lua Cheia. Mas esses já falam mandarim.

Aline Maccari

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quarta-feira, 22 de maio de 2013

Feliz aniversário aos geminianos


Monette e Mady, as gêmeas francesas nos confundem com uma característica óbvia do signo: a duplicidade
O Sol entra na constelação de Gêmeos e os geminianos fazem aniversário! O primeiro signo de  Ar leva a regência do planeta Mercúrio que nos remete à mitologia. Mercúrio, o Mensageiro dos Céus, era filho de Júpiter, o Deus dos Deuses. Muito inteligente e astuto era capaz de enganar, mentir, criar rumores e até roubar. Tudo isso para salvar a sua pele de menino levado. Ainda muito pequeno tomou o rebanho do irmão Apolo. E da pele de um dos animais, juntamente com o casco de uma tartaruga, fez o primeiro instrumento musical que se têm notícia, a lira. Assim, Mercúrio é também o deus da música, dos negócios, das estradas (onde se faziam trocas e vendas) e dos viajantes (que descobrem coisas novas e trazem notícias de longe).

terça-feira, 21 de maio de 2013

A chegada do céu de Gêmeos


Bom dia leitores queridos! Quando MERCÚRIO faz a festa no céu a vida da Astróloga fica agitadíssima. Assim, publico mais tarde um cadín o texto sobre o CÉU DE GÊMEOS que estréia hoje. 
AM

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Trabalhosa e colorida


A SEGUNDA-FEIRA começa com Sol e Marte em Touro e Lua em Virgem, os signos da TERRA, lembrando que a vida é dura, o trabalho chama e há muuuuito o que organizar. O dia pode ser pesado, arrastado, mas não sem cor. Do outro lado Mercúrio, Vênus e Júpiter nos avisam da chegada dos próximos dias que trazem consigo a leveza das crianças e o bom humor geminiano que sem ele não há esforço que aguente. Rir das próprias dificuldades pode salvar as próximas 24h.

Aline Maccari
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sexta-feira, 17 de maio de 2013

Sol na pele

A Lua está em Leão, mas o Sol pede a pele

O finalzinho do mês taurino, com Sol e Marte no primeiro signo de terra e a Lua no céu de hoje em Leão nos coloca numa balança onde de um lado estão nossas ambições materiais e do outro nossas desejos mais verdadeiros. Será que fechados num escritório durante oito horas por dia temos tempo de pensar no que realmente vale a pena? Esse tempo valioso às vezes nos afasta de nós mesmos. Se fosse você sairia hoje para ver o Sol, senti-lo na pele. O calor e a ardência nos aproxima dos anseios do coração. 

O Livro Tibetano.... Parte 1. Cap. 2 Impermanência. 2.5 Levar a Vida a Sério.
Talvez somente aqueles que compreendem como a vida é frágil saibam o quanto ela é preciosa. No mundo moderno temos que trabalhar e ganhar nosso pão, mas não nos devemos nos ater a uma existência das-oito-às-seis onde vivemos sem noção do significado mais profundo da vida. Nossa tarefa é chegar a um equilíbrio, encontrar um caminho do meio, aprender a não nos estendermos além do possível em atividades e preocupações irrelevantes, e simplificar mais e mais nossas vidas. "A chave para encontrar um equilíbrio feliz na vida moderna é a simplicidade." A paz do espírito surgirá daí. Haverá mais tempo para tratar das coisas do espírito e do conhecimento que só a verdade espiritual pode trazer. Infelizmente só uns poucos de nós fazem isso. Talvez agora devamos perguntar a nós mesmos. "O que de fato consegui realizar na vida?" Fui inspirado pelos relatos obtidos nos estudos sobre a experiência de quase-morte, como os dos livros do meu amigo Kenneth Ring. Um homem disse a ele uma vez: "Percebi que há coisas que cada pessoa foi enviada à terra para realizar e aprender. Por exemplo, partilhar mais amor, ser mais amorosa com os outros. Descobrir que o mais importante é o relacionamento humano e o amor, e não as coisas da matéria. E entender que cada pequena coisa que se faz na vida é registrada, e mesmo que você passe sem pensar na ocasião, ela sempre vem á tona mais tarde." O que se destaca em vários testemunhos é que o encontro com esse "ser" revela que a única finalidade verdadeiramente séria da vida é "aprender a amar outras pessoas e adquirir conhecimento." O que quer que tenhamos feito de nossas vidas nos faz quem somos quando morremos. E tudo, absolutamente tudo, conta.

Resenha do Livro Tibetano do Viver e do Morrer por Aline Maccari.

quinta-feira, 16 de maio de 2013

A identidade presumida


O Livro Tibetano do Viver e do Morrer. Parte 1. Cap. 2 Impermanência. 2.1. A Identidade Presumida.


Em dia de Lua em Leão que tal falarmos de identidade? Afinal, o que nos identifica e nos nomeia? E se vivêssemos uma morte simbólica de nós mesmos? Como nos reinventaríamos?

Temos tanto medo da morte que evitamos por completo olhar para ela. De algum modo, no fundo, sabemos que é impossível evitar encará-la para sempre. Quanto mais adiamos esse encontro, quanto mais o ignoramos, maior é o medo e a insegurança que surgem para nos perseguir.
“O medo da morte é o de encontrar com aquele sujeito estranho que não conheço: EU.” 

Porque vivemos em tal pavor da morte? Porque nosso desejo instintivo é viver e seguir vivendo, e a morte é um selvagem fim de tudo que nos é familiar. Sentimos que quando ela vem somos lançados em alguma coisa realmente desconhecida, ou nos tornamos algo totalmente diferente. Imaginamos que estaremos perdidos e confusos, em algum lugar terrivelmente estranho. Imaginamos que será como acordar sozinho, numa tormenta de ansiedade, num país estrangeiro, sem conhecimento da terra ou da língua, sem dinheiro, contatos, passaporte, amigos... Sem esses sustentáculos, ficamos frente a frente conosco, alguém que não conhecemos, um estranho amedrontador como o qual estivemos convivendo todo o tempo, mas com quem nunca desejamos realmente nos encontrar. Talvez a razão mais profunda de termos medo da morte é que não sabemos quem somos. Acreditamos numa identidade pessoal única e separada, mas se ousarmos examiná-la descobriremos que essa identidade depende inteiramente de uma série infindável de coisas que a sustentam: nosso nome, nossa “biografia”, nossos companheiros, família, lar, emprego, amigos, cartão de crédito... Assim, quando isso tudo nos é retirado, será que sabemos de fato quem somos?
Não é por isso que sempre tentamos preencher cada instante de tempo com barulho e atividades superficiais, para nos assegurarmos de nunca ficar em silencia frente àquele estranho que há em nós mesmos? E isso aponta para algo fundamentalmente trágico em nossa maneira de viver. Vivemos sob uma identidade presumida. Quando morremos deixamos tudo para trás, especialmente este corpo que sempre tratamos com tanto cuidado, em que confiamos tão cegamente, e que com tanto empenho tentamos conservar vivo. Mas nossa mente não é mais confiável do que nosso corpo. Olhe só para a mente por alguns minutos. Você verá que ela é como uma pulga saltando sem cessar de um lado para o outro. Verá que os pensamentos surgem sem razão nenhuma, desconexos. Levados de roldão pelo caos de cada instante somos vítimas da inconstância da nossa mente. Se esse é o único estado de consciência com que temos familiaridade, então confiar em nossa mente no instante da morte é uma aposta absurda.

Resenha do Livro Tibetano do Viver e do Morrer por Aline Maccari

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Mercúrio em Gêmeos

Mercúrio fica em Gêmeos de hoje a 31 de maio
De hoje a 31 de maio, Mercúrio, o deus das mensagens, brincadeiras, sacanagens, trocas, compras, vendas, gozações, diversões, mentirinhas, viagens e sabotagens se hospedará onde se sente mais confortável, em casa. No signo de Gêmeos, sua morada oficial, o deus se sente à vontade para ser e acontecer sem preconceitos ou restrições. Assim, podemos esperar por uma variedade imensa de manifestações e mais pegadinhas, notícias, conversas paralelas e fofocas nos ambientes profissional e doméstico (com Sol e Marte ainda em Touro, signo do trabalho e da família). Viagens e acordos que não saíam do papel podem estar a um passo de virar realidade, assim como a capacidade de argumentar e clarear acordos que andavam nebulosos.
Rick Gervais em The Office, série para a BBC . Mercúrio em forma de chefe.
Quando o deus menino reaparece em cena a vida fica mais leve e divertida como uma piadinha. No meio desse percurso planetário, encontrando numa esquina tortuosa com Netuno (formando aspecto de 90 °, a quadratura), Mercúrio poderá manifestar o seu lado mais irresponsável, faltando compromisso com a verdade e a realidade dos fatos. No entanto, sabendo de antemão, fica mais fácil saber o que esperar desse garoto de assas nos pés que vez por outra voa sem pedir licença ou dizer para onde vai.

Aline Maccari

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terça-feira, 14 de maio de 2013

Saciedade e simplicidade

Sage Rad: estilo alternativo para ser dono da própria vida
Terça-feira de LUA EM CÂNCER formando aspectos desafiadores com Urano, o pai da rebeldia e Plutão, o deus da transformação. Quando o privado se opõe ao público, quando a vida profissional ou social tensiona a vida privada mudanças pedem para acontecer. E há quem faça isso de forma radical, como Urano gosta. A história do americano Sage Rad, no link abaixo, pode não convencê-lo a fazer o mesmo, mas abre margem a uma discussão sobre o que queremos de fato, sobre o que verdadeiramente nos faz feliz e o quanto pagamos por isso. No final das contas a paz pode ser bem mais simples e acessível do que podemos imaginar. Afinal, o que é básico para você?
Aline Maccari

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segunda-feira, 13 de maio de 2013

Câncer e o ócio ativo

A semana começa com a Lua em Câncer e falar de preguiça em plena segunda-feira seria como profanar a entidade "trabalho", esta tal tão idolatrada. Mas é fato! No entanto, respeitando o direito de fazer nada chegamos a conclusões que só a passividade da alma e a quietude da mente alcançam. A todos uma estréia semanal quieta e tranquila, que ninguém precisa estar ligado no 220 W o tempo todo. Comecemos devagar! Observando!
AM
O Livro Tibetano do Viver e do Morrer. Parte 1. Cap. 2 Impermanência. 2.3
Um Ócio Ativo.

Há diferentes tipos de ociosidade: a oriental e a ocidental. O estilo oriental é aquele praticado à perfeição na Índia. Consiste em ficar ao sol o dia todo, sem fazer nada, evitando todo trabalho ou atividade útil, tomando xícaras de chá, ouvindo música de filmes hindus martelando no rádio e tagarelando com amigos. A ociosidade ocidental é muito diferente. Ela consiste em abarrotar nossas vidas de atividades compulsivas, de modo que não sobre tempo para o confronto com os verdadeiros problemas. Dizemos a nós mesmos que queremos empregar o tempo nas coisas importantes da vida, mas nunca temos esse tempo. Nossa vida parece viver-nos. No fim sentimos que não temos mais escolha ou controle sobre ela. É claro que algumas vezes nos sentimos mal a esse respeito, temos pesadelos e perguntamos a nós mesmos: "O que estou fazendo com minha vida?" Mas nossos temores só duram até o café da manhã. Logo começamos tudo de novo. O termo tibetano para designar corpo é lü significa "algo que você deixa para trás", como bagagem. Cada vez que dizemos , isto nos lembra que somos apenas viajantes, temporariamente abrigamos nesta vida e neste corpo.

Lembre-se do exemplo de uma velha vaca,
Feliz da vida por dormir em um celeiro.
Você só precisa comer, dormir e defecar -
Isso é inevitável -
e tudo mais já não lhe diz respeito.

Patrul Rinpoche

E pensar que tudo isso brota de uma civilização que elege adorar a vida, mas de fato a priva de qualquer significado real, que fala sem parar sobre fazer as pessoas felizes, mas de fato impede seu caminho para a fonte da verdadeira felicidade. Esse samsara moderno alimenta-se de ansiedade e depressãoque ele próprio fomenta, e para as quais nos treina e cuidadosamente nutre com um mecanismo de consumo que precisa manter-nos ávidos para continuar funcionando. Como dizia no século XVIII o mestre tibetano Jikmé Lingpa (na ilustração): "Hipnotizados pela mera variedade de percepções, os seres vagam infinitamente perdidos no círculo vicioso do samsara. "Obcecados, então por falsas esperanças, sonhos e ambições que nos prometem a felicidade mas conduzem somente á miséria, somos como forasteiros rastejando num deserto sem fim, morrendo de sede. E tudo que esse samsara nos oferece para beber é um copo d'água salgada, com o propósito de deixar-nos ainda mais sedentos.
Resenha do Livro Tibetano do Viver e do Morrer por Aline Maccari

terça-feira, 7 de maio de 2013

Marte e Áries: usando a fúria para o bem

Bruce Lee: o Áries do Oriente
No céu desta terça-feira os humores arianos nos levam à luta e à vitória de nossos objetivos materiais, chamamento forte dos outros quatro planetas pessoais que sobrevoam Touro atualmente, o primeiro signo de terra. Áries é regido pelo planeta Marte e saber como usar esta energia para conquistar o mundo pode ser de grande valia. Hoje a Lua está em Áries. E o seu Marte? Onde está?
Na Grécia antiga ele recebia o nome de Ares. Quando o nome foi usurpado pelos romanos se transformou em Marte conhecido como o senhor da guerra. Uma das melhores formas de se entender astrologia é traçando todo o tipo de analogias para explicar as características de  um arquétipo. E trazendo informações sobre ele, destrinchando seu simbolismo, é mais fácil entendê-lo. Assim, Marte também pode ser acidente, luta, esporte, raiva, desejo, competição, arma, obscenidade, incêndio, violência, pressa, confiança, audácia, vitória, paixão, sexo e ação. Muitos arianos que são regidos por esse planeta ou pessoas com um Marte muito proeminente no mapa astral natal podem se transformar em atletas, assassinos, açougueiros, barbeiros, soldados, dentistas ou militaresMarte não é importante apenas para os arianos ou  escorpianos (Marte era o regente antigo deste signo), mas na vida de todos nós. Por que é ele quem delimita a própria individualidade, fazendo com que não nos misturemos com o outro e preservemos nossa personalidade. Uma função importantíssima para o desenvolvimento de um EGO bem definido e estruturado, até que enfim, em algum momento da vida, situações nos forcem a destrinchar esse ego em nome de um ser mais integrado consigo e com o meio, menos auto centrado, caso seja necessária essa "desconstrução". Até lá Marte tem uma função importantíssima, afinal ele é a própria sobrevivência. Sem Marte não há vida e por isso é ele também quem representa o sexo, mas não em forma de sentimento e sim em expressão física. "Me diga onde está seu Marte e lhe direi como és entre quatro paredes." Quem possui Marte no seu mapa astral natal em signos de TERRA demonstra seu desejo de forma muito física e vai à "guerra" diária da vida com persistência, paciência e fertilidade, como o próprio elemento explica. Marte natal em signos de ÁGUA demonstra uma forma passiva de abordar os fatos da vida, como o trabalho ou os relacionamentos amorosos, muito mais esperando que os fatos se adaptem de forma confortável que entrando em embate com eles. A preguiça e a inação também podem estar presentes nessa configuração. Marte em signos de AR pode ser falante, curioso e criativo no trabalho ou na cama. Levado ao extremo pode até de alguma forma sublimar sua libido e transferir toda a energia para as ideias, se tornando artista ou mesmo um sujeito altruísta e igualitário. Em FOGO, sua morada natural, Marte se expressa com brilho, encantamento, vigor, virilidade e paixão mas também de forma agressiva e violenta. Tudo depende da forma como Marte se apresenta no mapa natal, levando em consideração as alianças que faz, se em conjunção, oposição, trígono ou quadratura com planetas maléficos ou benéficos. Aproveitemos hoje o momento para catapultar oportunidades em proveito próprio, evitando diálogos ásperos, infantis e até vaidosos. A ação nos chama!
Aline Maccari

Assista ao filme completo: Bruce Lee:  A fúria do dragão.
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segunda-feira, 6 de maio de 2013

Touro e Áries iniciam a semana

"Bruxas no ar" de Francisco de Goya
O mitológico quadro Witches in the air (bruxas no ar) é uma das obras primas do pintor espanhol Francisco Goya, de 1798. A pintura sombria e enigmática é fonte de encantamento, beleza, obsessão e perseguição no filme "Em Transe", atualmente nas salas de cinema. Nele, os arquétipos que iniciam a semana que são Touro (que representa o belo) e Áries (a agressividade e a pancadaria) estão presentes não só na escolha do sensual elenco (James McAvoy,Vincent Cassel e Rosario Dawson), como também na velocidade do desenrolar da violenta trama.
Um block buster daqueles para quem pensa em quebrar a monotonia de uma segunda-feira aparentemente banal. Para muitos o filme sai dos trilhos quando atinge uma dosagem exagerada de sangue, excentrismos e bizarrices, no entanto típico de Danny Boyle, diretor de 127 Horas, Quem quer ser um Milionário e Trainspotting. Para outros uma forma inovadora de unir temas tão antigos e eternos como o amor e guerra. E assim começamos mais uma semana. 

Aline Maccari


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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Lua em Aquário e a voz de todos

http://www.theatlantic.com/infocus/2012/11/syria-in-ruins/100402/
Eu sei que é sexta-feira e todos gostaria de ler algo como a previsão do tempo para a previsão de seus humores. Encaixar um arquétipo qualquer em algum tipo de comportamento jovem, sadio, feliz e divertido não é tarefe difícil. E eu poderia fazê-lo se outros assuntos não me perseguissem, mesmo à véspera de mais um final de semana incrível e ensolarado em terras brasileiras. No entanto, do outro lado do mundo, imagens apresentadas por um amigo aquariano tem me deixado inquieta. Talvez porque seja aquariana também e de fato o que acontece em qualquer lugar nos deixa muito sensibilizados, já que o signo que carrega o pote da água da vida é o Ego e o espelho do mundo. As coberturas jornalísticas sobre a Síria é que tem tomado o pensamento. Nada nas TVs, revistas ou jornais que me impressione. Até que me apresentaram um site de valentes fotógrafos que andaram por Damasco, Aleppo e tantas outras cidades em busca do que tem acontecido por lá de fato. Sessenta e três mil sírios já morreram desde o começo dos conflitos, cerca de 150 por dia. Debaixo de escombros a população não tem acesso a água, comida, remédios e está exposta a todo o tipo de violência de ambos os lados: governo e rebeldes. Os prédios históricos e religiosos do país, alguns patrimônio da humanidade, viraram um montanhas de concreto e o país cinza sente fome e desespero sem saber o que o futuro lhes reserva. Interesses midiáticos e políticos tem mantido esse assunto na gaveta e eu, jornalista, astróloga e cidadã desse planeta gostaria de dividir com vocês, nesse dia de Lua em Aquário, um dia para refletir os assuntos do coletivo, um pouco dessa realidade que não tem graça numa sexta-feira e que se repetirá ainda por muito tempo. O que podemos fazer de forma concreta contra esse absurdo silencioso? Muito pouco além de tomar conhecimento sobre o fato. E só isso já é muito nesse mar de informações rasas e alienantes. Acho que quem se interessa por astrologia se interessa por si. E pensar no próprio aprimoramento enquanto ser humano passa necessariamente pelo melhoramento de todos nós. Minha voz não tem alcance em Damasco, Nova York ou Berlim, mas encontra espaço em casa e no trabalho, para defender ou pelo menos entender alguém muito próximo a mim que esteja passando por dificuldades. Dia de Lua em Aquário é dia de cuidar de todos, para curtirmos o Sol, o lago ou a praia juntos.
Aline Maccari



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quinta-feira, 2 de maio de 2013

Lua em Aquário: O Rei e seu anel

Nasrudin: O narrador mítico das antigas histórias árabes
Sol, Mercúrio, Vênus e Marte nos trazem para a estabilidade da terra em TOURO enquanto a Lua em AQUÁRIO leva nossos pensamentos para bem longe daqui. Como lidar com a divagação e a realidade? Quinta e sexta-feira nos presenteiam com uma Lua filosófica, inquieta e cercada por aspectos desafiadores. Nessas horas o melhor talvez seja concentrar se em observar, antes de dar o próximo passo. As histórias do velho Nasrudim, o contador árabe, nos trazem sempre bons conselhos.

Havia um rei muito poderoso que tinha tudo na vida, mas sentia-se confuso. Resolveu consultar os sábios do reino e disse a eles:
- Não sei porque, me sinto estranho e necessito de paz de espírito. Preciso de algo que me faça alegrar quando estiver triste e que me faça triste quando estiver alegre.
Os sábios resolveram então dar um anel ao rei, desde que o rei seguisse certas condições:
- Debaixo do anel existe uma mensagem, mas o rei só deverá abrir o anel quando ele estiver num momento de extrema dificuldade. Se abrir só por curiosidade, a mensagem perde o seu significado. Quando tudo estiver perdido, a confusão for total e a angústia se instalar, nada mais se puder fazer, aí o rei deve abrir o anel.
O rei seguiu o conselho. Um dia o país entrou em guerra e perdeu. Houve vários momentos em que a situação ficou fora de controle, mas o rei não abriu o anel, porque ainda não era o fim. O reino estava perdido e ele não podia recuperá-lo. Então resolveu fugir do reino para se salvar. O inimigo o seguiu, mas o rei cavalgou até que perdeu os companheiros e o cavalo. Seguiu a pé, sozinho e os inimigos atrás, era possível ouvir os cavalos. Os pés sangravam, mas tinha que continuar a correr. Os inimigos se aproximavam e o rei quase desmaiado chega à beira de um precipício. Os inimigos estão cada vez mais perto e não há saída, mas o rei ainda pensa: "estou vivo, talvez o inimigo mude de direção". Olhou para o abismo e viu leões lá embaixo. Não tinha mais jeito. Então o rei abre o anel e lê a mensagem: "Isto também passará". De súbito o rei relaxa. E naturalmente o inimigo mudou de direção. O rei volta e tempos depois reúne seus exércitos e reconquista seu país. Ele organiza uma grande festa, o povo dança nas ruas. O rei está felicíssimo, chora de tanta alegria e de repente se lembra do anel, abre e lê a mensagem "Isto também passará". Novamente ele relaxa e assim obteve a sabedoria e a paz de espírito que tanto queria. Sempre que você se encontrar com emoções fortes, seja de ódio, tristeza ou felicidade, até mesmo num momento de beatitude, lembre-se "isto também passará".
O ódio não será ódio, a tristeza não será tristeza, a felicidade não será felicidade, será apenas uma fase. Todos esses estados de espírito serão a vida e não você. Quando os planetas passam e nos contaminam com suas energias eles passam e não se apropriam de nós. A astrologia ensina que vendo a vida como uma sucessão de acontecimentos de forma cíclica é possível trazer alguma ordem a uma cenário caótico e ao mesmo tempo afastar-se dele para vê-lo melhor. A Lua faz sua volta completa a cada 28 dias, Saturno a cada 28 anos. É assim. No entanto não se envolva, seja um espectador. Esse silêncio interior, quase divino, nos faz perceber que felicidade e infelicidade passam a ser a mesma coisa. Quanto maior a distância, maior a consciência do que está acontecendo. Isso só acontece quando matamos o nosso ego (Aquário é o não Ego ou o Ego coletivo), nosso EU. E essa morte dá lugar finalmente ao novo que se inicia. Jogue fora conceitos, atitudes, identidades enferrujadas e dê lugar ao novo. Para isso é preciso criar um lugar especial dentro de você para recebê-los. Crie um novo espaço! E lembre-se "isto também passará".
(As histórias e poesias sufis são tão antigas que nem sempre se sabe ao certo quem as escreveu. Sufis eram os sábios da "ala mística" do Islamismo que viveram a fase auria do seu pensamento filosófico no período da  Idade Média.)
Aline Maccari