quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Aqueles momentos impagáveis

Lua em Peixes: a impagável arte do curtir a dois
Nos últimos dez anos o Brasil mudou. Crescemos em vários aspectos e somos a "bola da vez". E se tem algo que aprendemos muito bem foi como nos tornarmos grandes consumidores. Compramos tudo e das mais variadas formas. Todos ostentam, com orgulho do carnê da loja popular ao cartão "platinum volta ao mundo". Quem ousaria sonhar com um Camaro amarelo uma década atrás? E não que isso seja ruim, mas a cultura do consumo se apossou de nós de uma forma tão violenta que ao invés de pensadores, artistas, cientistas, politizados, espiritualizados, nos tornamos consumidores contumazes.
Em qualquer outro lugar do mundo não é diferente. O que é vivido durante muito tempo em nível público se infiltra na vida privada e deixa suas marcas. Como um tipo de karma coletivo que se torna pessoal. E colocamos tudo à venda, inclusive homens e mulheres. E a busca por um parceiro ficou parecida com a compra de um carro pela internet. Escolhemos a cor, o modelo, os itens de segurança, os detalhes do revestimento interno... tudo isso num clique. E se não gostamos, nós apagamos nossas escolhas e partimos do zero outra vez, indefinidamente. Assim, o moço que as moças desejam tem que ser forte, viril, deve ter mestrado pelo menos, ser concursado, estável, bem educado, de boa família, tem que se vestir bem, deve ter vivido alguns anos no exterior, deve falar três idiomas, gostar da sogra, cuidar do cachorro, não pode jogar futebol, não pode ter amigos, deve aprender a dançar, cozinhar, e se tiver uma pinta no rosto, a pretendente marca uma hora no dermatologista para a extração da pequena imperfeição. Se no fim houver algum sentimento, eles se relacionam por dois ou três meses, consomem uma ao outro até a última colherada, até que ela perceba que a encomenda veio com defeito e devolva para a fábrica. No modo infantil e superficial como muitos de nós têm lidado com o amor, não estamos percebendo que todos os produtos da prateleira envelhecem e que o tempo das melhores e mais ricas experiências  passará igualmente para todos. Os últimos dias de Saturno, o Senhor do Tempo, no signo de Libra, nos manda  esse recado. No mês da Vênus, o céu do romance, e em dia de Lua em Peixes, a reflexão e o vocabulário são outros.  Quinta e sexta-feira nos farão lembrar de tudo o que não tem preço nas experiências humanas e moram nas melhores impressões da nossa memória a dois: a intimidade, a delicadeza, a confiança, o cuidado, o simples hábito de ficar junto da pessoa amada. Às vezes fazendo nada! Desprovidos de qualquer tipo de preconceito, construção social ou desejo de consumo, os piscianos ou pessoas com aspectos importantes no signo sabem como ninguém o que verdadeiramente importa nessa vida. E para eles não há dinheiro que pague uma boa trilha sonora ao entardecer, um banho de banheira a dois, um aconchego no domingo de manhã, uma fala mansa, um cafuné, momentos de preguiça ao lado da amada, o perfume dos corpos quando se encontram. Eles sabem que os amores verdadeiros são imperfeitos e sabem apreciar cada mancha, cada tortura com graça e intensidade. Em caso de dúvida recorra ao amigo pisciano mais próximo. Ele poderá lhe dar bons conselhos sobre o assunto. A Lua de hoje nos faz lembrar que no fundo esse é um desejo de todos nós que "os tempos capitalistas" às vezes nos deixa esquecer.
Aline Maccari


A primeira vez que assisti a esse vídeo fiquei encantada. Poderíamos viver mais e registrar mais nossos momentos de intimidade para ficarem na memória para sempre.
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