quarta-feira, 16 de setembro de 2020

O grito das deusas

Diário da Astróloga: 16.09.20 | Os ciclos da água e do fogo, das enchentes e dos incêndios são conhecidos. Estes são processos intrínsecos à natureza. Tom Jobim já cantava sobre as "Águas de Março", período que coincide com uma parte significativa do ciclo do signo de Peixes. E o fenômeno das queimadas coincide em boa parte com o signo de Virgem. Os opostos e complementares Peixes-Virgem são reconhecido por formarem um eixo de purificação, limpeza, cura e transmutação. Todos os anos vemos os mesmos fenômenos e como estamos muito desconectados dos ciclos naturais, sempre nos admiramos.
Mas, fato é e inquestionável que de muitos anos para cá, tanto as enchentes quanto as queimadas tornaram-se um drama absoluto e mundial devido não apenas ao aquecimento global, mas aos desmatamentos e tantas razões de ordem econômica. De modo que a interferência humana nos ciclos da Terra se tornou tão nociva que põe em risco a nossa própria sobrevivência.

Na temporada virginiana que vai de 22.08 a 22.09, a saúde do planeta ganha uma atenção muito especial, uma vez que Virgem é em muitos momentos sinônimo da própria Terra, nas narrativas de Deméter (Deusa da Agricultura) e Gaia (Mãe Terra). É como se a natureza estivesse conduzindo os nossos olhares e sentimentos para este tema, mas agora mais que nunca. A devastação da Amazônia, do Pantanal (que já tem uma área queimada do tamanho de 9 cidades como São Paulo) ou da Costa Oeste dos EUA tem transformado o cenário planetário por todas as suas evidências óbvias e seus efeitos colaterais. As onças pintadas que morrem no Pantanal são predadoras que devoram outros animais, compondo um equilíbrio perfeito. Mas quando elas se vão, todo o ecossistema é afetado. Assim como a respiração das populações que moram em cidades próximas. No ano passado, um incêndio de grandes proporções gerou dias de escuridão em São Paulo. Mas continuamos a viver como se não nos lembrássemos de um passado próximo, num tipo de demência coletiva que corrói nossas lembranças de curto prazo. Me parece que não é só a primordial Gaia que está sendo esquecida, mas a própria Mnemosine, deusa da memória, que tem sido queimada e afogada por todos nós. 

Estes dramas, seja das águas ou do fogo neste em 2020, estão ainda mais devastadores com os maléficos Saturno e Plutão potencializando os aspectos sombrios da sociedade. Mas é justamente em Capricórnio e neste 2020 que chegamos a um limite em que ou a economia ajuda a si mesma ou não haverá nem mesmo economia.

No céu destes dias, com Sol e Lua em Virgem e Mercúrio, planeta regente de Virgem, em aspecto desafiador com Júpiter em Capricórnio (de 16.09 a 18.09), o excesso de informação nos confunde e as divergências são muitas. Empresas, órgãos de regulação e controle, governos, especialistas, pesquisadores, bancos, comunidades locais... pouco se entendem. Algumas tentativas de costurar acordos são visíveis, Mercúrio em Libra precisa agir em pareceria. E que o faça antes que Mercúrio esbarre nos maléficos Saturno e Plutão. Temos três dias de janela para tomarmos decisões importantes para este episódio. Em seguida poderemos enfrentar tensões muito maiores. Entretanto, muito além de "apagar o incêndio" do momento, precisamos buscar soluções de longo prazo, lição que Capricórnio, o signo relacionado ao tempo, também exigirá de nós. A vida, os signos e os ciclos são didáticos! Que a gente aprenda alguma coisa com tudo isso, por amor à vida! Quem não escuta os gritos das deusas e dos deuses, mata-os dentro de si, adoecendo a alma. 
Aline Maccari Jornalista, Astróloga e Analista Junguiana
CRÉDITOS: Foto de autor desconhecido até o momento desta publicação. Se você o identificar por favor nos avise para que possamos creditá-lo. 



Diário da Astróloga: 16.09.20 | No vídeo de hoje traço um paralelo entre o Meio Ambiente, a Astrologia e a Mitologia. As deusas antigas estão gritando, entre enchente e queimadas. Precisamos ouvi-las antes que fiquemos doentes demais. Aline Maccari Jornalista, Astróloga e Analista Junguiana
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CRÉDITOS: A Astróloga
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8 comentários :

  1. O mundo externo é um reflexo de nosso mundo interno. Se hoje vivemos essas situações é porque nós somos assim por dentro, se pessoas que ocupam cargos importantes na sociedade são aqueles que mais prezam pelo caos é porque nós como um coletivo colocamos eles lá, eles estão apenas representando o que nós somos por dentro, consciente ou inconscientemente. Se a economia tem mais valor do que a própria vida é porque nós valorizamos isso, essa cultura de acumular coisas, muitas vezes até por receio de lhes faltar ou faltar as suas futuras gerações vivemos em uma disputa de cada um por si e Deus por todos, podemos ver isso em casos, por exemplo, de quando pessoas correm para os mercado e compram até o que não precisam para estocar em suas casas sem se importar se irá faltar para outros. Levando isso para o lado financeiro podemos ver que é a mesma coisa, o que importa é o próprio enriquecimento, e o céu é o limite, sem procurar ver que quando sobra pra uns falta pra outros. Essa ganancia desmedida, falta de compaixão e cegueira de todas as formas são reflexos de nossas frustrações mais profundas que carregamos dentro de nós e que não queremos olhar de jeito nenhum. Preferimos ficar bancando os juízes dos outros, nos achando os perfeitos, criticando e condenando, alimentando dessa forma um ódio sutil disfarçado de justiça e etc e tal. Porque enquanto estamos ocupado olhando pros outros não precisamos olhar pra dentro de nós mesmos e também tiramos a atenção dos outros sobre nós e aí acaba virando uma verdadeira caça às bruxas, um show de acusações e distrações enquanto o caos e seus agentes sorriem e aplaudem. O que é preciso de verdade, na minha humilde opinião, é que cada um comece a olhar pra si mesmo, encarar suas próprias sombras e buscar sua transcendência e pra isso precisamos começar a fazer as coisas que o nosso grande mestre Jesus Cristo nos ensinou a 2000 anos atrás. Enquanto cada um de nós não transcender o seu próprio caos interior o mundo continuará do jeito que está e continuaremos a escolher a economia ao invés da natureza e da vida humana.

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    1. Excelente reflexão, Rodrigo! Muita clareza e sensibilidade!

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    2. Excelente reflexão, Rodrigo! Muita clareza e sensibilidade!

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    3. Rodrigo, parabéns! Você sintetizou com clareza e sabedoria o cenário presente, sob uma perspectiva holística. Comungo de sua visão, acrescentando que a busca desenfreada pelo "ter" culmina em um processo autofágico.

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  2. Excelente reflexão, Rodrigo! Muita clareza e sensibilidade!

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  3. Belíssima e profunda análise Aline... que as deusas e deuses nos inspirem a buscar a compaixão e a empatia para alcançarmos o Amor ao próximo...gratidão...

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