quarta-feira, 29 de julho de 2020

Planetas ou deuses? Maléficos ou benéficos?

Diário da Astróloga: 29.07.20 | Nesta quarta-feira de Lua em Sagitário em excelentes aspectos, vibrando alto na direção do conhecimento e do amor pela sabedoria, gostaria de trazer à luz alguns explicações que podem tornar a nossa compreensão sobre a astrologia mais clara. Carl Jung, o fundador da Psicologia Analítica, comparou a astrologia a uma psicologia antiga e a estudou durante toda a sua vida. Quando Jung tinha dúvidas sobre o diagnóstico de algum de seus pacientes encomendava o mapa astral da pessoa em tratamento, pois na mandala astrológica era possível ver a psique profunda do sujeito. Joseph Campbell, um dos maiores professores de mitologia comparada de todos os tempos, é um dos autores que admira e corrobora com essa perspectiva junguiana, percebendo uma relação direta entre os mitos e suas funções não apenas culturais e históricas, mas psíquicas.
De Jung até os tempos atuais foram vários os autores que se debruçaram sobre o desvendar desta linguagem ancestral, vendo na astrologia algo para muito além do que os almanaques do começo do século passado explicavam ou o que os horóscopos de jornal vendiam. De forma que ao tratarmos dos astros não estamos falando nem de planetas, nem de deuses propriamente, mas de princípios. O estudo da astrologia para a atualidade não se reconhece nem em qualidades meramente astronômicas, muito menos em designos divinos que conduziriam a vida dos mortais ao seu belo prazer. Aquilo de que falamos todos os dias na verdade são princípios psicológicos que dão forma aos nossos desejos, comportamentos e até acontecimentos, ao nosso redor e para além de nós, entre o micro e o macrocosmo, como diria Hermes de Trimegisto. E de mesma forma os astros não são nem benéficos ou maléficos, pois a vida é muito mais sofisticada que a pueril dualidade entre o bem e o mal. Por tudo isso e pelo momento histórico que estamos passando, a partir do qual o futuro se faz incerto, é num passado distante e ainda de profunda conexão com a natureza e seus ciclos que acredito que podemos encontrar ferramentas para explicar o sempre.

MALÉFICOS E BENÉFICOS
Os astrólogos da antiguidade, embora não tenham tido a chance de ver por meio de tecnologia avançada os planetas para além de Saturno, sabiam que haviam outros planetas impactantes no Sistema Solar e que tinham profunda relação com os acontecimentos terrenos. De forma que as mitologias dos demais planetas já era conhecida desde os tempos sem princípio. 
Saturno e Plutão ficaram conhecidos como os "planetas maléficos". Assim como Vênus e Júpiter tornaram-se os "planetas benéficos". Mas, novamente de lá pra cá, é preciso dispôr de um alargamento interpretativo para compreender o significado de tais expressões.

PLUTÃO
Embora não se visse Plutão os antigos conheciam seu princípio. Ele era conhecido como o grande maléfico. Plutão, sendo deus de morte e renascimento é o planeta associado ao desencarne, ao sofrimento, ao subconsciente, às massas, aos sequestros, às fobias, aos vírus, aos crimes, às ditaduras e ao poder atômico. É portanto óbvio que seja imaginado como maléfico. Mas Plutão também tem forte relação com o poder regenerador da vida, a transformação e a transmutação. A morte é de fato algo terrível, mas se um doente acamado há anos e anos se vai, não seria esta uma transformação regeneradora para quem fica? O fim de um grave e longo sofrimento também é do reino de Plutão.

SATURNO
Saturno era conhecido pelos antigos como o grande maléfico porque era o senhor do tempo. E a velhice e a chegada da possibilidade do fim da vida era naturalmente algo atrelado a uma perspectiva negativa. Saturno, sendo o velho, é aquele que restringe, dificulta, castra e ensina de maneira geralmente dura. Ele é considerado maléfico não porque faça necessariamente mal, mas porque seus efeitos são tudo, menos aprazíveis. No entanto é importante que se perceba que embora seja aquele que poda, nem sempre o corte é algo negativo. Uma planta que nasça desordenadamente quando podada pode ter um crescimento muito mais sadio, orientado, podendo alcançar profundidades e alturas muito mais seguras.

MARTE
O deus da guerra, da competição, do sexo, do desejo de lutar pelas nossas conquistas, do combate  que representa nossa parte animalesca era considerado pelos antigos como o pequeno maléfico. A depender do cenário, se na cama ou no campo de batalha, Marte seria um benéfico ou um maléfico? Cabe à pós modernidade resignificar suas funções.

VÊNUS
Vênus é conhecida como a pequena benéfica. Deusa do amor, das artes, da diplomacia, da gentileza, da estética, das posses, da sensualidade e do prazer não nos parece outra senão a que traz bons ventos. Portanto seria óbvio considerá-la como benéfica. Mas sendo um dos arquétipos do feminino, quando manifesta no masculino, numa sociedade que tem imensas dificuldades de compreender as naturezas múltiplas da alma, certamente poderá trazer algum sofrimento. 

JÚPITER 
Júpiter o planeta da expansão, do crescimento, da sorte, do otimismo, da fé e do conhecimento só nos poderia parecer o grande benéfico. Mas uma pessoa que alcance uma altura desproporcional ou ganhe peso descontroladamente, também pode estar sob as influências de Júpiter. Seria o generoso Júpiter portanto aquele quem sempre agracia?
Os termos benéfico e maléfico não são esteriotipações dos planetas, mas termos que falam sobre a natureza primeira de suas ações. Usá-los tem inclusive uma função didática. Mas se fora de uma perspectiva criativa e abrangente de interpretação podem restringir a compreensão de suas funções que são quase sempre duais. Assim, o entendimento do que seja maléfico ou benéfico depende de uma leitura completa, embasada e contextualizada.
Aline Maccari Jornalista, Astróloga e Analista Junguiana

CRÉDITOS:  Escultura de Gian Lorenzo Benini - O rapto de Perséfone (1621 - 1622). 
Autores consultados: Marion D. March, Joan McEvers, Joseph Campbell, Carl Gustav Jung, Hermes de Trimegisto (Caibalion)


E então? Estamos falando diariamente de planetas ou deuses? Dos maléficos ou dos benéficos? Estamos falando de tudo!!! O vídeo de hoje é uma explicação sobre o que é a astrologia e alguns dos seus termos que podem causar controvérsias àqueles que desconhecem esta linguagem antiga. Aline Maccari Jornalista, Astróloga e Analista Junguiana
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CRÉDITOS: A Astróloga
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