quarta-feira, 1 de abril de 2020

Desavenças domésticas


Diário da Astróloga: 01.04.20 | E eis que chega Abril, um dos meses mais críticos de 2020, este ano que será lembrado daqui 500 anos. Na vida pública, a tentativa de compreensão e organização de tudo e de todos. Na vida doméstica, a pressão advinda dos confinamentos.
Emparedada pela casa e o casamento, Adriana me procurou aflita na noite de ontem. A mulher independente, jovem, bem casada, mãe de um bebê, ouviu do marido o que jamais esperava. E numa explosão, Rogério simplesmente gritou com ela usando os piores palavrões possíveis. Era tarde, mas como dormir depois de uma manifestação como aquela? Sob condições normais de temperatura e pressão, Adriana jamais toleraria tal reação violenta. Mas diante das circunstâncias, arrasada, ela já não sabia exatamente como proceder. Ela disse que o casal estava muito bem antes disso tudo. Mas que diante daquela cena, duvidava se ainda conhecia o marido, se ainda sabia de fato com quem havia se casado.
Uma experiência de clausura como esta, em nível coletivo, é algo absolutamente novo na história do mundo. Adriana não sabe o quê fazer, mas muitos de nós também não!
Este NÃO é um texto sobre violência doméstica contra mulheres, mas uma reflexão sobre desavenças no lar, envolvendo homens, mulheres, crianças, casais héteros ou não. Em se tratando de violência doméstica com reações verbais e físicas desproporcionais, é óbvio que é necessário que se faça uma denúncia e que a pessoa se veja amparada pela lei. Mas em casos anteriores, muito anteriores, talvez seja possível lidar com isso de maneira mais sábia e até pacificadora.
Geralmente, sob forte pressão todos nós nos tornamos outros. Adriana desconhece Rogério, mas certamente Rogério também desconhece Adriana. Neste cenário exíguo, enfrentando problemas no trabalho, de ordem financeira e incertezas sobre o futuro, o relacionamento se torna uma arena de disputa entre estranhos. Entre casais, há ainda a perspectiva psicológica de que um se torne o espelho do outro. De maneira que os aspectos sombrios de uma pessoa serão projetados na outra e de maneira ainda mais intensa. E nestes casos, ainda que sejamos lúcidos, instruídos, buscadores do autoconhecimento e conhecedores das leis, talvez não seja o caso de repreensões imediatas. Até porque quem têm mais consciência das dinâmicas alteradas que estamos vivendo, é quem têm mais responsabilidade consigo e com os outros de controlar "o incêndio". Não estou sugerindo que sejamos omissos e que façamos de conta que nada está acontecendo. Estou apenas afirmando que no "olho por olho, dente por dente", acabaremos todos ao final desta quarentena "cegos e banguelas", como diria o pacificador Mahatma Gandhi, em sua lição de resistência não violenta. Também Buda nos ensinou que os infernos moram fora de nós. Se situações como esta não nos levarem para a paz interior que construímos dentro de nós, talvez todo o nosso trabalho de aprimoramento humano tenha tido pouca serventia até agora. Além disso, qualquer manifestação que aconteça ao nosso redor, ainda segundo Buda, deve servir como um momento de aprendizado. Portanto, encarar os desafios do lar como propostas de autocontrole e amadurecimento podem ser uma boa saída, além de ser um grande exercício de resiliência e fortalecimento psíquico. Só quem conhece o melhor e o pior dos seus companheiros, quem tem muitos anos de casamento e de auto aprimoramento, consegue transitar tais por humores e afetos com alguma serenidade neste momento. A maioria de nós vai viver dias muito turbulentos. Mas que a gente saiba que isso terá um fim! E que este não precisa ser o fim do relacionamento ou da família. Se encararmos isso tudo com amor, resiliência e como uma grande experiência de amadurecimento, poderemos sair disso tudo inclusive mais fortalecidos. No céu de hoje a Lua em Câncer, que deixa nossos humores ainda mais suscetíveis, forma aspectos tensos com os planetas em Capricórnio, de maneira a chacoalhar ainda mais a vida pública e a vida privada. Na tentação de ver-se envolvido sentimentalmente no conflito e ser tragado pelos afetos negativos, tente  fazer diferente e percebê-los do alto, como um observador atento da cena que se desenrola. Que este momento se torne um grande laboratório de aprimoramento de nós mesmos.
Aline Maccari
*Este texto foi publicado primeiramente no site: www.aastrologa.com.br

Em tempos de Quarentena nos tornamos outras pessoas, nervosas e agitadas, devido à pressão dentro de casa. Como lidar com o stress e tentar preservar as relações? Quem sabe os mestres possam nos ajudar com algumas dicas precisas, principalmente em dias tensos como o de hoje, com a Lua em Câncer desafiada pelos planetas em Capricórnio. Mais amor e menos guerra! Aline Maccari

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CRÉDITOS:  A Astróloga
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*Assim na Terra como no Céu! A astrologia faz todo o sentido por que microcosmos e macrocosmos tem uma relação íntima entre si. O que acontece entre os astros, repercute simbolicamente em nossas vidas, todos os dias. Essa "psicologia antiga" funciona como uma verdadeira bússola nos orientando na nossa jornada. Para entender melhor a si mesmo entre em contato com A Astróloga pelo e-mail aastrologa@gmail.com  



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