sexta-feira, 17 de abril de 2020

O mito de Pandora

A pintura de hoje mostra Pandora abrindo a sua caixa. A obra é de John William Waterhouse, de 1896
Diário da Astróloga; 17.04.20 | Eis que chegamos ao fim de uma das semanas mais desafiadoras do período. Na segunda-feira justifiquei a afirmação baseada na tensão entre o Sol em Áries e os planetas em Capricórnio. Como dito, a semana foi decisiva porque nela tomamos decisões que traçaram o nosso futuro.
Várias pessoas no mundo fizeram escolhas importantes e isso têm impactos decisivos sobre o nosso destino. Sejam decisões consciente ou inconscientes, traçamos novas rotas. Também foi importante perceber o quanto o uso das narrativas mitológicas nos trouxe esclarecimento para uma série de situações de difícil explicação esta semana. O que nos torna ainda mais amigos dos mitos. Nesta sexta-feira, lanço mão de mais uma história. Talvez a que contenha em si uma das chaves mais apropriadas para desvendarmos esse 2020.

PROMETEU (O QUE VÊ ANTES) e EPIMETEU (O QUE VÊ DEPOIS)
O senso comum conhece Pandora como a mulher que abriu a caixa, de onde saíram todas as desgraças do mundo, restando apenas a Esperança. Há quem resuma esta história em apenas uma frase. Mas, o mito de Pandora tem várias outras nuances. Ela faz parte de um dos maiores planos de vingança da mitologia. 
Segundo os deuses, os homens sempre foram uma raça inferior. A vida eterna e seus super poderes distinguiam os mortais dos mortais. De maneira que a humanidade vivia à merce dos desejos dos deuses, sujeitos a vontades e punições de toda ordem. Mas, assistindo a tamanha discrepância, Prometeu (Aquário) se revoltou. Foi quando o bem feitor da humanidade resolveu roubar o fogo Olimpo, deixando Zeus (Júpiter) enfurecido. E então Prometeu entregou aos homens tudo o que o fogo possa significar: luz, calor, inteligência, consciência, sabedoria e ciência. Eis o momento em que o Céu se revolta contra a Terra. O que este trecho da história nos diz é que a ira de Zeus advém da certeza de que os homens jamais saberiam utilizar a "luz" com discernimento. Revoltado, Zeus pune Prometeu severamente. Esperando que Zeus puna também os homens, Prometeu avisa ao irmão Epimeteu de não receba nenhum presente suspeito de Zeus, pois qualquer oferta poderia ser uma armadilha.
PANDORA
Zeus decide castigar não apenas Prometeu, mas toda a humanidade. E pede a Hefesto, o ferreiro, que construa uma arapuca chamada Pandora. Pandora é a tentação em forma de mulher, feita de argila. Mas o ferreiro não a faz sozinho. Ele contou com a ajuda de vários outros deuses para construir um verdadeiro "cavalo de Troia".  Entre vários presentes, Afrodite (Vênus) oferece-lhe o dom da beleza e do desejo indomável. E de Hermes (Mercúrio) ela recebe o dom da imprudência. E então ela é chamada de Pandora, a "detentora de todos os dons" ou o "presente de todos os deuses". Maravilhosa e pronta para cumprir o seu destino, Pandora é enviada ao irmão de Prometeu. E Epimeteu obviamente não resiste à beleza da mulher que trazia consigo a caixa do desassossego. Até que um dia, entediados em casa, ela resolve abrir a caixa. E de dentro saíram todas as desgraças, pestes e doenças do mundo. Desesperada, Pandora fecha a caixa o mais rápido possível sobrando dentro dela apenas a Esperança.
O FIM DO MUNDO
A mitologia de Pandora é sem dúvida uma das histórias que nos ajuda a ter fé quando a vida está por um fio. É por causa desta história que até hoje dizemos "a Esperança é a última que morre". A história de Pandora nos ajuda a entender momentos de guerras e pandemias. Geralmente quando se fala de sua história, é a mulher, o feminino que aparece como culpada por espalhar a desgraça no mundo. Mas ninguém fala do tolo Epimeteu que a levou para casa depois de tantas advertências. No fundo, a história de Pandora é uma punição por um crime muito maior, o da ousadia dos mortais almejarem a imortalidade. Uma das interpretações deste mito é que os homens não tem condições morais de carregarem consigo a luz divina, pois eles não tem a maturidade e o discernimento para usá-la. O desrespeito às outras formas de vida animal, o aquecimento global, a pobreza no mundo e as doenças são algumas das desgraças que os próprios homens infligiram ao mundo, quando resolveram usar o conhecimento uns contra os outros. Zeus sabia que os humanos seriam capazes das maiores atrocidades. De modo que se o mundo acabar não será culpa dos deuses. Que além da Esperança, consigamos perceber que os grandes problemas do mundo são criados por nós mesmos. E somos nós quem temos que encontrar soluções. Que os deuses continuem nos guiando e que o amor nos transforme! |
Aline Maccari
Jornalista, Astróloga e Analista Junguiana

A Esperança, que restou na caixa de Pandora, é a última que morre, diria o senso comum. Mas, para muito além de uma mulher culpada pelos males do mundo, o mito de Pandora pode nos ajudar a compreender o Céu, a Terra de uma maneira muito mais ampla. Dentro desta "caixa" mora também a compreensão das situações difíceis que estamos enfrentando nesse 2020. Aline Maccari Jornalista, Astróloga e Analista Junguiana


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