terça-feira, 29 de outubro de 2013

Sobre a ganância

Juliano Cazarré e Júlio Andrade no filme Serra Pelada
Pervertidos sexuais, sociopatas, desajustados, perversos, bandidos. A astrologia também os analisa. Enquanto estudo do comportamento humano ela não faz distinção entre iluminados ou não. Isso é coisa das religiões, porque ela foi inventada ou descoberta antes do entendimento da moral e da ética. Quando os deuses foram criados pela mais profunda e inconsciente mente humana eles surgiram com todos os desvios de comportamento conhecidos por nós, que fizemos deles a nossa imagem e semelhança. Os deuses, não são diferente dos humanos, estão longe da perfeição. E se existe um tempo onde é possível falar dos maiores podres humanos com um pouco mais de naturalidade é durante o ciclo do Sol sobre o signo de escorpiano, signo de sombras.
Sophie Charlotte como Perséfone ou prostituta paraense
Hoje e amanhã a Lua passeia pelo signo de Virgem, conjunta a Marte (guerra, conflito) em oposição a Netuno (ilusão). O segundo signo de terra fala sobre valores materiais, obsessões e trabalho. Certas combinações entre Escorpião ou Plutão somados ao signo de Virgem podem eclodir no sujeito da forma mais sórdida. É a força de Virgem, representado por Gaia, a própria Terra, a sobrevivência e a continuidade da espécie, somadas à imoralidade, a sombra e o desejo sem limites de Escorpião, regido por Plutão. Os arquétipos de hoje estão muito bem representados em Serra Pelada, excepcional filme brasileiro que estreou há pouco nos cinemas.
Wagner Moura: Plutão psicopata
A trama conta a história de vários personagens plutonianos em busca das riquezas escondidas no interior da Terra, no reino de Hades, o ouro. Juliano Cazarré, Júlio Andrade, Wagner Moura e Matheus Nachtergale se revesam no poder acompanhados de suas Perséfones, ou rainhas, uma delas representada por Sophie Charlotte que faz papel de prostituta. Sem lealdade ou pudor eles vão em busca de riqueza e se perdem por algo muito maior e duradouro, o poder. Para a manutenção desse estado das coisas eles são capazes de enganar, chantagear, mentir e até matar. E assim os Hades se revesam no trono sem fim.
Mais de 60.000 homens foram em busca de ouro em Serra Pelada nos anos 80
O cenário é uma pirâmide invertida. O morro que foi transposto por 60 mil homens nos anos 80, revirando a terra dia e noite em busca de ouro. Há alguns quilômetros dali a Las Vegas amazônica reunia puteiros, prostitutas, doenças venéreas, drogas, tráfico de armas, muita cachaça, assassinatos no meio da madrugada ao som do que foi  o embrião do atual tecno brega. Ou seja, não precisamos recorrer à imaginação e aos templos gregos antigos para saber onde o capeta morou. O Hades brasileiro da década de 80 habitava o interior do Pará. Os cenários mudam e o arquétipo sobrevive, sem fim, se reinventando e vivendo seu karma independentemente do tempo e do espaço. Desta forma os dias de hoje e amanhã, que antecedem o Halloween podem nos reservar momentos infernais. Reflexão apropriada a quem trabalha demais. Afinal, a que custo corro atrás do meu ouro?
Aline Maccari


Em cartaz no Cine Itaú Cultural Brasília- Sala 5: 14:40  17:00  19:20  21:30
Horário válido até 31 de outubro . http://www.itaucinemas.com.br/home/

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