sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Dia de valentia

Lua Cheia em Áries forma trígono com Vênus em Sagitário: força, coragem e garras de fora

No céu desta sexta-feira a Lua Cheia em Áries continua a nos contaminar com suas qualidades poderosas: beleza, força e coragem. Somada a ela, a 120º (aspecto positivo conhecido como trígono) está a Vênus, deusa da beleza e do amor no signo de Sagitário. Quando os dois planetas símbolo do feminino unem suas forças ying em planetas de fogo e portanto yang (Áries e Sagitário) o resultado é poderoso. É como se a onça tivesse saído da toca para salvar as crias. Me lembro de ter conhecido na África uma voluntária do Médico sem Fronteiras. Por acaso ela tinha Lua e Ascendente em Áries e Vênus em Sagitário, exatamente como a configuração astral do dia de hoje. Durante a adolescência Joana demorou demais até decidir o que queria ser na vida. Os chamados era muitos.
Vênus em Sagitário: aprender línguas salvou sua pele. Existem inúmeras
armas contra a ignorância
Ela queria ser atleta, viajar e conhecer o mundo, ajudar os mais necessitados, mas justamente por ter um ascendente que é como fogo de palha ela começava inúmeros estudos, projetos e não finalizava nenhum deles. Até que um dia ela bateu o pé conseguiu, com afinco e missão terminar o curso de medicina. A família de classe média alta achava que a moça seria pediatra em Higienópolis, bairro nobre de São Paulo, onde eles moravam. Mas Joana tomou outros rumos. Decidiu largar o conforto e a segurança de casa para trabalhar no Quênia ajudando famílias refugiadas da Somália, Eritreia e Sudão. Quando embarcou achou que iria finalmente para a maior aventura de sua vida. E não foi diferente. Ela imaginou que usaria toda a sua força para salvar os desabrigados. Só não sabia que chegando lá toda a sua coragem seria testada durante os inúmeros atentados ao redor de sua vila por radicais islâmicos, ladrões, conflitos tribais e até piratas da costa leste. Malária, Aids, fome e os estragos produzidos pela miséria extrema e contínua era situações de um dia normal comparadas às ameaças e ao terror que sofria constantemente.
Campo de refugiados na África
Para ir à cidade em busca de mantimentos, remédios ou mesmo para conseguir fazer um telefonema à família aflita no Brasil era com escolta policial. Ela se via encurralada dentro do sonho profissional que havia construído. Cansada de ter cada passo vigiado e controlado e traduzido, independente que é Joana afiou suas garras felinas e decidiu minimizar as pressões que sentia diariamente. Em busca de uma melhor forma de negociação ela aprendeu um vocabulário básico de algumas línguas locais para que ela mesma conseguisse se comunicar, negociar e realizar seu trabalho de forma mais eficiente. Com o poder da palavra a moça se impôs e conseguiu a cada dia justificar a necessidade de sua função no acampamento. Foram anos muito difíceis, a luta era diária, mas se perguntarmos a ela hoje se quer voltar para o Brasil ela diz: "Não! A África não é para mulheres, principalmente brancas. Mas é aqui que sinto a vida acontecendo. Não largo minha missão por nada desse mundo. Coragem não me falta!" Sob um céu de "fogo" valentia não nos faltará. Pois que seja para lutarmos com afinco por tudo o que acreditamos ser verdadeiro para nós. A todos um excelente final de semana e um feliz dia do médico.
Aline Maccari

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