sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Amores, guerras, libra e Francisco

Hoje é dia de cruz, dia dos animais e aniversário de São Francisco de Assis. A obra é do primitivista autodidata Francisco de Assis Córdula, Fé Córdula.
Cada um carrega a sua cruz. E de uns tempos para cá a que você carrega não é diferente de nenhuma outra. No céu, quatro poderosos planetas forma o símbolo. No topo está Plutão no signo de Capricórnio transformando radicalmente nossas estruturas de poder, nossa forma de trabalhar, encarar o mundo e os valores. Abaixo está Júpiter em Câncer, conhecido como o benéfico. No entanto por mais positivo e expansivo que seja, quando mal posicionado e tão mal influenciado pelos demais acaba agindo às avessas.
Sua entrada na "cruz" remete à primeira metade do mês de junho quando ajudou a trazer a tona as manifestações populares no Brasil contra "o estado das coisas". Do "lado esquerdo" está Urano em Áries, trazendo violência, insatisfação, radicalismo e uma veloz transformação que somados aos demais planetas age sobre tiranias, ditaduras e autoridades. Os três pontos de hoje se somam por fim ao Sol e a Lua em Libra, formando o desenho da tortura. Em nível mundial o planeta passa por transformações drásticas. Depois de 2013 o mundo não será mais o mesmo. O fim começou com o babafá do "final do mundo de 2012" e deu seus primeiros passos rumo "THE END", de fato, no final de 2011 com a Primavera Árabe. Daqui para frente tudo será diferente em todas as esferas da vida. E não de modo imediato, mas paulatinamente, como deve ser, para que o mundo se rearranje e se recomponha tal como tanto necessita. Esses quatro pontos da cruz movimento os ânimos nos Estados Unidos, no Japão, na minha cozinha e no altar de Cristina. Libra, signo regido pela deusa Vênus, do amor e da beleza é o chamado mais forte nos últimos tempos na vida dessa moça. Concursada, estável e segura de si ela quer se casar. O amado, Antônio, também estaria preparado social e financeiramente para o matrimônio, não fosse suas próprias transformações pessoais, íntimas, não fosse a cruz invisível que carrega na alma. Num primeiro momento, para que os dois se unissem para sempre seria necessário todo o aparato material em funcionamento. A questão é que dinheiro eles já tinham. E que desculpa arranjar para o adiamento de mais uma data se o plano havia sido cumprido como o prometido e a dois. Afinal, foram anos de cursinhos, concursos, aprovações e posses, até a estabilidade final. Ou seria o juízo final da relação? A questão é que nesses anos de preparo a meta da moça se manteve intocável e a dele passou por uma série de questionamentos particulares. Hoje, ele não sabe como dizer que não subirá ao alta. Como dizer a ela que Plutão está mudando completamente sua forma de ver o mundo e que a estabilidade profissional o tem deixado tão endurecido e frustrado? Como explicar a ela que a rebeldia de Urano em Áries têm mexido com seus ímpetos mais viris. E que todo o seu desejo se manifesta no anseio por liberdade e por outro recomeço. E por fim, como formar um lar (Câncer), com Júpiter sendo tão tentado. Para os dois tem sido difícil. Assim, não há amor (Libra) que dê jeito. O céu de hoje nos faz lembrar das nossas cruzes, encruzilhadas, das manobras e promessas que fizemos em nome de nós mesmos e dos outros e da incapacidade que temos em cumprir nossos compromissos, simplesmente porque o céu se movimenta, o mundo anda e as prioridades também se modificam. A lição de hoje poderia se resumir na lição do amor libriano. Não é porque mudamos de rumo que iremos magoar aqueles com quem nos comprometemos. Que tal mudarmos de rumo juntos? Afinal, todos estamos no mesmo barco! Humildade é uma palavra valiosa e necessária em dias de cruz como esse. Quem nos ensina é São Francisco de Assis que faria aniversário hoje. Libriano, sua lição de desapego e simplicidade transformou a visão de mundo que se tinha na época em viveu, e mais, de lá para cá, até hoje. Não por acaso, novamente, em tempos de cruz, o Papa adota o mesmo nome. Também ele sabe que em tempo de arrogância e guerra é a humildade quem sai vitoriosa.
Aline Maccari

Em comemoração ao aniversário de Francisco de Assis lembremos de sua lição.  Irmão Sol, Irmã Lua é um clássico belíssimo. Assista aqui o filme completo. Direção: Franco Zeffirelli - 1972

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