quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Samsara x Plutão: mil desejos contra um

A dinâmica do desejo de Freu passeia pelo Samsara. Conseguiremos encarar nossos
próprios infernos. Plutão sempre nos acompanha.
Os budistas têm sempre uma dezena ou centena de palavras para explicar determinadas expressões. Só para se ter uma ideia, pelo menos entre a tradição tibetana se diz que exitem 84.000 sentimentos negativos ou tipos de "obscurecimentos mentais". Essa riqueza de detalhes deixa a mente impregnada de simbolismos e sem saída para pensar naquilo que não se deve. A palavra Samsara, por exemplo, pode ser explicada em uma obra inteira. Tentando ser sucinta seria o fluxo contínuo da vida que se repete, do nascimento, passando pela juventude, a maturidade, a velhice e a morte e as reencarnações sucessivas. A roda do Samsara não acaba e não nos livramos desse ciclo de sofrimento até que encontremos a iluminação. Aí tudo fica mais complicado, porque para tentar explicar o significado da caminhada ao Nirvana (a iluminação plena) é preciso uma vida inteira ou muitas. Geralmente com muitos sacrifícios. No filme de hoje um jovem aspirante a monge acredita que o caminho espiritual, preservado das influências maléficas da vida mundana e a purificação contínua dos pensamentos, possam levá-lo ao que busca: a saída do labirinto de sofrimentos da vida.
No entanto, o chamado das tentações do corpo físico e o amor o fazem dar meia volta e rever seus planos. Uma lição de morte e renascimento, posse e renúncia, nos fazendo pensar que Plutão, as trevas, as tentações, os desejos sem controle podem nos acompanhar onde quer a gente vá inclusive nos lugares considerados mais sagrados. 
Aline Maccari



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