quinta-feira, 21 de novembro de 2013

René Magritte: o último escorpiano

Se vivo estivesse hoje seria o ano novo de René Magritte. O artista surrelista tinha Sol em Escorpião em conjunção com Urano. Crítica psicológica, social, percepção afiada do oculto. O inconsciente trazido para a vida diária 
No último dia do céu de Escorpião celebramos o aniversário de René Magritte. E com ele temos muito o que aprender sobre arte e inconsciente. O célebre pintor nasceu em 21 de novembro de 1898, na Bélgica. Sua vida é o reflexo mais óbvio de seu mapa de nascimento. A simbologia dos planetas, nas casas e signos revela a mente e a alma do artista e as características de sua obra singular. René era o filho mais novo do casal Léopold e Regina Magritte. Escorpiano de casa 12, a morada dos sonhos e casa de morte, ele é um dos maiores representantes do surrealismo ou realismo mágico. 
Marte em Leão na casa 8: o ego na casa do oculto
Aos 14 anos vive uma de suas experiências mais traumáticas. Durante a primeira quadratura de Saturno ele presencia o suicídio de sua mãe por afogamento no Rio Sambre, vivendo sua primeira experiência de morte. Sua crítica psicológica e social com o uso de figuras emblemáticas em situações absurdas é reflexo de um Sol em conjunção com Urano, planeta que lhe emprestou inteligência, irreverência, inspiração e rebeldia, trazendo o novo, rompendo as convenções da época. Com Ascendente, Vênus, Mercúrio, Urano e Saturno em Sagitário, Magritte teve a oportunidade de estudar em algumas das melhores instituições da Bélgica e frequentar círculos importantes que o impulsionariam no meio artístico durante toda a vida. Marte em Leão na casa 8, o impulso do ego na casa do oculto e da sexualidade, também traduzia parte de seu estilo inconfundível, onde homens de preto e chapéu côco desfilam por diferentes ambientes, traduzindo o insólito, o surreal, apoiado pela descoberta do mundo psíquico impulsionada por Freud naquele período. A Lua em Peixes na casa 3 conta que grande parte de sua expressão emotiva e criativa se dá por meio das influências do signo de água, da inconsciência e da irrealidade, na bem humorada casa 3, regida por Mercúrio, o deus menino e mensageiro.  
Júpiter em Libra na casa 11: na arte uma reflexão sobre
o homem em sociedade 
O artista criava seus quadros a partir dos objetos simples do dia a dia como janelas, sapatos, pessoas, caixões, violetas, maçãs e cadeiras em situações que desafiavam a lógica. Durante sua formação Magritte também se interessaria pela vertente da "pintura metafísica", mais um traço que une os assuntos de Peixes, representado pela Lua e pela casa 12, de Netuno, da profundidade psíquica e da espiritualidade. Júpiter em Libra na casa 11 confirma a inclinação e a atuação de Magritte nas artes, entre o público e os amigos que o ajudaram e o incentivaram. Entre eles figuras importantíssimas como o artista Marcel Duchamp (dadaísta) e Paul Delvaux  (surrealista). Próximo dos 42 anos, quando todos vivemos a oposição de Urano, Magritte decidiu voltar a Bruxelas e permenecer na cidade mesmo com a ocupação alemã durante a Segunda Guerra Mundial, onde os temas morte e violência são vividos novamente e de forma coletiva. A utilização constante de elementos reais e não reais fez Magritte desafiar o óbvio, criando um mundo de questionamentos. Entediado pelo convencionalismo ele desafiava o senso de realidade de todos nós com ilusões psicológicas de forma fria e objetiva. Nos despedimos do céu de Escorpião com Magritte. Amanhã texto especial fala sobre a entrada do Sol no signo de Sagitário. Até lá.
Aline Maccari

Magritte tinha Lua em Peixes na casa 3

Marte em Leão na casa 8: o sexo e o oculto

Sol em Escorpião na casa 12: a metamorfose









O mapa natal de René Magritte pode ser visto AQUI
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