segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Dias de tufão: a força do grande trígono

Grande trígono entre Júpiter, Netuno e Saturno mostra sua força entre o céu e a terra. Na foto Netuno, o deus dos mares.
Vivemos o mês escorpiano, período tomado por acontecimentos reais e simbólicos referentes à morte e ao renascimento de ideias, planos, relacionamentos, projetos e pessoas. Escorpião, regido por Plutão, o deus das trevas nos ensinam que essas manifestações são parte de um ciclo natural da vida, como os acessos de fúria da natureza.
Sob a Lua em Aquário do último final de semana os jovens que se divertiam na festa de música eletrônica próximo a Luziânia podem ter vivido um dos melhores momentos de suas vidas. Porque a emoção aquariana é a que une os irmãos entorno de algo maior. No entanto a mesma Lua em Aquário, é capaz de acidentes e reviravoltas súbitas. E na volta para casa uma fatalidade. Sem o controle do ônibus o motorista não consegue evitar o capotamento. Até agora duas pessoas morreram e várias estão feridas. Nesta madrugada, com a entrada da Lua no signo de Peixes (a lua dos desencarnes), um grande trígono entre os signos do elemento água se formou no céu. Unidos por um triângulo estão Sol e Saturno (senhor do karma) em Escorpião, Júpiter (deus dos excessos, dos raios e trovões) em Câncer e do outro lado Lua conjunta a Netuno (deus dos mares e da espiritualidade) em Peixes.
Júpiter (Zeus) é o deus que rege os céus. Em várias obras é apresentado
carregando raios. Os antigos respeitavam sua ira
E a notícia da segunda feira percorre cada linha desse desenho celestial nos contando a história de uma tragédia supreendente. O tufão Haiyan, com ventos de mais de 300 km/h devastou as Filipinas, matando 10 mil pessoas. Pelo menos até o presente momento são esses os números desse fenômeno que também afetou o Vietnã e a China. Uma manifestação das forças da natureza ainda mais forte que o furacão Katrina que ocorreu nos Estados Unidos, entre 23 e 30 de agosto de 2005. Um fenômeno que une as forças do céu, com ventos e raios (Júpiter), às forças dos mares (Netuno) formando grandes ondas e enchentes. Desencarne coletivo, lição, missão, pecado, cada um entenderá o fenômeno de uma forma diferente. Não cabe à astrologia julgar ou ensinar o significado de um movimento tão grande e trágico. O que se sabe é que esses fenômenos naturais eram tão admiráveis entre os antigos que seu sentido só foi devidamente compreendido e internalizado à partir do momento em que foram dados nomes e regências a eles. Dos fenômenos do céu tratava Júpiter e dos mares Netuno. Até hoje nossas reações são de assombro e humildade diante de algo tão grande e incontrolável. E são também de apoio e solidariedade. Mesmo em tempos de desastres financeiros, desemprego e conflitos precisamos olhar uns para os outros e tratar dos nossos mortos e feridos. Quando algo assumidamente maior toma o lugar de vilão na história antigos rivais se unem em nome do humano que possui uma única cidadania: a planetária.
Aline Maccari
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