quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Podemos conversar, mas precisamos resolver!

No céu de hoje super quadratura força discussões de conflitos que se arrastam há muito tempo. Em casa, no trabalho, na relação ou na Suíça, na conferência de Genebra II, algo precisa ser debatido, mas mais que isso, algo urgente precisa ser resolvido. Na foto a menina síria Haya Khalil, de 8 anos aguarda que alguém decida sobre sua vida. Que o Sol em Aquário, sempre focado no futuro, nos ajude a trazer soluções para os problemas de agora.
No céu uma cruz pesada como em poucos momentos se viu. Quatro grandes planetas se comprimem entre oposições e quadraturas: Plutão e Vênus em Capricórnio se opõe a Júpiter em Câncer e, Lua e Marte em Libra se opõe a Urano em Áries. Além de toda essa pressão o Sol em Aquário também se indispõe noutra quadratura com Saturno em Escorpião. Tudo isso pode ser motivo de mil divagações e muita prosa, mas no fundo sintetiza uma única pergunta que deveríamos fazer ou que a vida tem feito a nós nos últimos tempos: "E então? Você vai ou não resolver aqueles problemas?" Uma encruzilhada principalmente para quem têm planetas importantes nos signos cardeais (Áries, Câncer, Libra e Capricórnio). Na vida íntima cada um sabe onde lateja as dores de Aquiles. 

Genebra II, começa hoje. Precisamos conversar, mas mais que isso precisamos urgentemente resolver nossas questões.
É como se a relação eu versus outro vida privada versus vida profissional, tomasse uma proporção descontrolada. Pelo mundo um episódio marca esta quarta-feira. Começa hoje a Genebra II. A conferência é de iniciativa da  ONU, dos Estados Unidos e da Rússia. Nela o regime de Bashar al-Assad e a oposição síria vão sentar pela primeira vez à mesa, quase três anos depois de uma revolta pacífica seguida de repressão sangrenta, um conflito desmesurado que já matou mais de 130 mil pessoas e fez pelo menos 9 milhões de refugiados. 
Crianças sírias refugiadas estudam em barracas montadas como salas de aula.

Há milhares de desaparecidos e acumulam-se provas de crimes de guerra. As discussões que começam hoje vão ainda se prolongar por vários dias na Suíça e em todos esses dias vão continuar a morrer sírios, devido aos bombardeios, os combates, o frio e a fome. A questão é que todos os que foram para a Suíça o fizeram por motivos diferentes. Assad enviou o seu ministro dos Negócios Estrangeiros porque percebeu que tendo o seu regime num fórum internacional, o legitimaria. Assad repete que vai debater o "combate ao terrorismo". 
Rawan Malek, tem 4 anos de idade e  fugiu com sua família da violência na sua aldeia. A maioria das crianças refugiadas no acampamento perderam seus familiares e têm problemas para dormir e pânico quando ouvem ruídos altos ou aviões.

Mas, afinal quem é o terrorista? Os opositores ao regime dizem que só vão ao encontro para discutir a criação de um governo de transição com a saída de Assad. O mesmo tema foi discutido na conferência de Genebra I, em 2012. Há quem diga que a questão não é se o encontro vai falhar, mas como ele vai falhar. Entre americanos, russos e sírios é como se fosse uma reunião de família onde todos se odeiam e não podem se matar. Quem sabe a guerra não tenha um fim próximo, mas talvez seja possível pensar em estratégias mais eficazes para dar suporte a tantas famílias sírias que perderam tudo em suas vidas e cuja condição compromete no mínimo as próximas duas gerações.
Crianças disputam brinquedos que estão sendo entreguem em campo de refugiados.

Há algum tempo já se sabe que do conflito ninguém sairá vitorioso, mas também não desistente. E entre nós, simples mortais? Será que vamos continuar armados até os dentes e preparados para um conflito que desestrutura a nós mesmos? No embate entre nós e os outros ou entre nós e nossos instintos poderemos sair todos cegos e banguelas. Que apesar de sufocado o Sol desde mês, o Sol da razão e da lucidez aquarianas, ilumine as mentes para refletir sobre o futuro, sempre tão perto de nós. 
Aline Maccari

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