terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Lua Cheia mon amour!

No clássico francês  "Hiroshima meu amor" como na vida real podemos falar sobre uma série de assuntos sem nos tornarmos suficientemente claros. A Lua  Cheia em Gêmeos em aspecto desafiador com Mercúrio em Sagitário e Marte em Libra dificulta não só a comunicação, mas também o comércio e as viagens.
Uma atriz francesa vai a Hiroshima no Japão para uma série de filmagens. O filme a ser rodado é sobre a guerra, a bomba, a destruição da cidade, a dor da experiência bélica entre os civis e a reconstrução do país. Facilmente "apaixonável" e "enlovecida" ela divide sua cama, num quarto de hotel, na última noite de gravações na cidade que se reinventou até se tornar a moderna Hiroshima. A cena de abertura do clássico "Hiroshima meu amor", de 1959, traz palavras soltas e impressões divididas entre ela e seu amante por uma noite, um arquiteto japonês.

O cenário são as lembranças do conflito, mas não se trata de um filme de guerra. Os corpos feminino e masculino dividem a tela por longos minutos, mas não se trata de um filme de amor. Um dos maiores sucessos da cinematografia francesa trata no fundo de "desconversação". Na última noite nesta cidade cheia de neons, que não dorme tão cedo, ela passa a vagar, induzida pelos ventos noturnos, pela nostalgia, a lembrança, a saudade e a loucura. Ele, perdido de amores por ela vaga pela cidade a seguí-la na intenção de ouvir qualquer fragmento que fale dela na França e acaba ouvindo sobre o romance dela com outro homem.
O primeiro amor com um soldado caucasiano durante a segunda guerra mundial foi a história que marcou para sempre a sua vida. Qualquer caco desse passado, ainda que sobre as experiências com outro homem, é valioso quando se trata da vida de sua mais nova amante, essa mulher tão bela e liberta que lhe virou a cabeça numa noite de luar. O filme é um eterno diálogo entre os dois e dela consigo mesma, uma conversa sem fim, sem rumo e obscura. Ela é a francesa e ele o japonês. Assim, sem nomes. No céu desta terça-feira a Lua é Cheia em Gêmeos, em oposição ao Sol em Sagitário. O eixo trata de comunicação (os diálogos), explicação, palavras. Trata também do local (a atriz francesa, do ponto de vista do diretor Alain Resnais) e o estrangeiro (o arquiteto japonês).
Trata ainda de viagens, descobertas entre culturas diferentes, oportunidades de expansão e conhecimento. No entanto, em oposição a Mercúrio, deus da palavra, das viagens e do comércio, toda e qualquer conversa pode parecer um divagar infinito, sem lógica, dúbio e controvertido. Como o casal daquela noite em Hiroshima podemos envolver nossas conversas no dia de hoje num clima estranho, desordenado e em muitas vezes sem muita moral. Apesar da Lua Cheia em Gêmeos ser um posicionamento favorável em nossas vidas, no dia de hoje ela poderá se manifestar de forma a fragmentar diálogo, atrapalhar viagem e principalmente transações comerciais.
A Lua em Gêmeos também forma quadratura com Marte em Libra podendo trazer esse mesmo cenário nebuloso para as relações amorosas, para as sociedades e as relações diplomáticas entre países. Com a grande quadratura ativada por Plutão em Capricórnio, Urano em Áries, Júpiter em Câncer e Marte em Libra o dia traz uma configuração de guerra, de conflito e ao mesmo tempo uma tensão que não dá trégua, daquelas que paira no ar, não se explica e então nos abandona. O filme "Hiroshima meu amor" poderia ter sido feito sob um céu como o de hoje. Mergulhar nas fotografias desse clássico é entender parte do que poderá acontecer no dia de hoje em nível arquetípico. Se por ventura formos tratar de negócios importantes hoje, como a compra e venda de algo realmente relevante precisamos estar cientes de cada detalhe desta transação. A assinatura de contratos pede atenção a casa linha para depois não reclamarmos com os outros sobre um deslize que no fundo foi de nossa responsabilidade. Como em Hiroshima podemos sonhar demais, devagar demais, amar demais e gastar parte do dia guiados pela Lua Cheia que historicamente sempre nos tirou do prumo. Próximo das 16h a Lua entra em Câncer abandonando a oposição, nos deixando menos alienados, mas não menos nostálgicos. 
Aline Maccari

Link: http://www.youtube.com/watch?v=R-VgIR26Eis

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