quinta-feira, 19 de julho de 2018

Para contemplar a beleza

A pintura do casal a contemplar a obra de Gustav Klimt é da artista Karin Jurick
Em meio a tempos que exigem tanto de nós, viver uma semana relativamente tranquila é um verdadeiro bálsamo. E é justamente nesse período, de águas mais calmas, que podemos estar mais despertos. Com a diminuição do ruido ao nosso redor, com mais silêncio interior, podemos distinguir o que é agradável a nós ou o que nos invade agressivamente.
Ainda em CÂNCER, o mês da delicadeza da vida, do feminino, da nutrição em todos os seus aspectos, e em plena LUA EM LIBRA, do amor, da beleza e das artes, podemos nos sintonizar com tudo o que nos ALIMENTA interiormente e estabelecer uma RELAÇÃO de proximidade com essa realidade. Todos os dias algo nos chama a atenção: o trecho de uma música, a beleza de uma pintura, a cena de um filme, o final de uma peça de teatro,  um conserto, a página de um livro, a beleza da natureza, nossos filhos. São momentos que duram alguns minutos e na loucura do dia a dia nós os deixamos ser atropelados pelo consumo de outras informações totalmente dispensáveis. Ontem à noite fui ao cinema e logo na fila para sair da sessão as pessoas já haviam sacado seus celulares para mergulhar novamente nesse mar de hiper conectividade. Nos tempos do Cine Atlântida ou do Cine Karin em Brasília, nos anos 90 nós saímos da sessão e o filme ficava dentro de nós ao sair da sala, dentro do carro, até chegarmos a um café ou um restaurante onde conversaríamos por horas a fio sobre as lições tiradas dele. O filme nos tomava positivamente e dele extraíamos várias reflexões, percepções, lições e beleza. Sons, formas e imagens que nos captam a alma durante o dia tem uma conexão secreta com o nosso inconsciente, elas não são aleatórias.  Estabelecer uma relação com essas imagens e sons, deixá-las nos tomar de beleza, sentido e significado é permitir-se conectar com o divino. A visita a um templo ou a uma igreja tem esse mesmo sentido. O budismo é uma religião mentalista. Acredita-se que o que vivemos acontece antes de tudo na mente. O céu budista é o Nirvana, um estado mental de leveza e presença consciente. Os infernos seriam o Samsara, a roda do destino das reencarnações que gira sem parar, como uma roda gigante onde estamos presos e não podemos sair, sempre  revirando problemas. Pois se Buda estivesse vivo talvez ficasse horrorizado em ver como o Samsara ficou tresloucado na pós-modernidade. Paz de espírito, senso de presença e felicidade tem uma ligação direta com a forma como nos relacionamos com as coisas ao nosso redor. Que em dias como esse consigamos nos ater à beleza e mergulhar nela.
Aline Maccari

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