terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Ganímedes e o amor para além do gênero

Há várias histórias mitológicas relacionadas ao signo de Aquário. E esta é uma delas. Ganimedes era um jovem rapaz, um dos mais belos entre os mortais. Ele cuidava do rebanho de seu pai quando Júpiter (ou Zeus na mitologia grega) apaixonou-se perdidamente por ele à primeira vista. Foi então que ardilosamente, Júpiter se transformou numa águia e o raptou, levando-o para o Olimpo.
Na morada dos deuses, o jovem torna-se "o garçom", aquele que serve o néctar divino aos deuses e o zelador da água potável, servindo a água do conhecimento aos homens. É por isso que é tão comum ver imagens de Ganimedes com uma ânfora. 

Ganimedes é filho do rei de Troia, um dos príncipes herdeiros do trono. Para acalmar a ira do pai que viu seu filho raptado, Zeus oferece uma parreira de ouro e dois cavalos. No Olimpo, Zeus encanta-se de tal maneira por Ganímedes que o transforma em um deus imortal.
Traços desta história associam o "Aguadeiro Celeste" a um deus do amor homossexual ou bissexual, uma vez que a relação Zeus-Ganimedes transgride a lógica da procriação da espécie, na relação de amor e admiração do homem mais velho pelo mais novo, como retrata a história. É Ganimedes quem liberta Zeus da obrigação de procriar? Ou Zeus quem livra-se da obrigação com a ajuda do jovem? Não sabemos. Mas, uma coisa é fato, com Ganimedes, Zeus experimenta outros afetos, além da natureza marcada pelo gênero, além do corpo e da obrigação de fertilizar o mundo com o gen divino. Júpiter é o deus maior do Olimpo, o fértil, o expansivo, o que povoa o planeta. Ele tem filhos com uma infinidade de deuses, semi deusas e humanas. Mas há um relato que foge a esse padrão heteronormativo e ele está na história de amor entre Ganimedes e Zeus. 


Talvez por isso haja na sexualidade aquariana um espaço para pensar e agir para além dos papéis de gênero pré estabelecidos. Em Ganimedes há uma fusão do amor pela humanidade, já que é ele, assim como a imagem de Aquário, que carrega a água dos homens. Mas também uma liberdade de amar sem padrões, fórmulas, preconceitos, regras ou obrigações. O amor em Aquário é livre, libertário e talvez por isso, exatamente por isso transgressor. Pois amar sem amarras é um desafio. Em Aquário, há um fascínio erótico (de Eros, o amor), para além do masculino ou do feminino. Em Aquário é possível apaixonar-se por "pessoas". 

Estudiosos afirmam que quanto mais nos aproximarmos da essência da Era de Aquário, que já começou, mais poderemos ver e sentir o amor se transformar em algo para além das barreiras de gênero. Penso que quando Plutão entrar em Aquário, e isso se dará por volta de 2024, este será um assunto muito mais comum de se conversar que nos tempos atuais. Até lá, que os planetas nos guiem e o amor nos transforme.
Aline Maccari
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* Aline Maccari é jornalista, cronista e astróloga, com pós graduação em psicologia junguiana. Para saber mais visite o blog www.aastróloga.com.br

CRÉDITOS: Escultura de Ganímedes oferecendo o néctar dos deuses a Zeus travestido de águia. A obra é do escultor dinamarquês Bertel Thorvaldsen
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