quinta-feira, 7 de abril de 2016

CÉU DE HOJE: silêncio para ouvir verdades

Menina com síndrome de down brincando de princesa. Eles são um verdadeiro oráculo, de onde brotam as verdades do inconsciente, travestidas de arte, peraltice, frases de impacto.
Desafio é um palavra curta e simples demais para expressar o que se sente em tempos como esse. Poucas vezes vi o céu tão propício a isso, desde o começo dos meus estudos em astrologia. Nossa sorte é que as palavras provocação e inspiração são encontradas como sinônimos dela em alguns dicionários. No céu de hoje, o ano se mostra de fato se iniciando.
Sol, Lua e Urano estão em conjunção precisa em Áries, promovendo o súbito, o inesperado, a ruptura de padrões, a rebeldia, a reviravolta, a violência justiceira, a derrubada do velho e a chegada do novo acima de tudo. Em quadratura com eles está Plutão em Capricórnio girando o mundo no sentido de uma transformação de padrões, paradigmas, interferindo no social, na política e na econômica profundamente. Se os demais planetas sociais e transaturninos estivessem livres de pressão talvez fosse um pouco mais fácil, mas definitivamente não é o caso. Netuno forma oposição a Júpiter e ambos formam quadratura com Saturno. Expansão, retração e dissolução se mostram como forças de igual valor, como se tudo pudesse acontecer ao mesmo tempo. Como se quando estivéssemos esperando pelo crescimento de um projeto, eis que surge sua retração e vice e versa.
São dias desafiadores para a lógica comum. E é nesses dias que devemos buscar uma sabedoria superior para entendê-los. A mente de fato contradiz, ilude, confunde; mas a alma sempre tem percepções valiosas. O inconsciente de uma forma ou de outra nos avisa da verdade maior que mora dentro de nós. E para isso, em meio a tanto barulho que o silêncio se faz fundamental, pois é preciso ouvir. E não há nada de esotérico nisso. O capricorniano William James, um dos pais da psicologia nos Estados Unidos afirmou certa vez que "não há dúvida de que a saúde mental é inadequada enquanto doutrina filosófica, pois os fatos maus que ela se recusa terminantemente a explicar são a porção genuína da realidade; e talvez eles sejam, afinal, a melhor chave para entendermos o sentido da vida e os únicos que poderiam abrir nossos olhos para os níveis mais profundas da verdade." A dica de James me leva a ouvir outras vozes no dia de hoje em busca de respostas e conexões verdadeiras. Prestaria mais atenção às crianças, aos loucos, aos artistas e aos bichos.
Aline Maccari
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