quarta-feira, 20 de março de 2013

Ano novo astrológico: Sol entra hoje em Áries

Ano novo e o céu astrológico: uma breve explicação 
Feliz ano novo! Afinal, hoje o Sol entra no signo de Áries, o primeiro do zodíaco e delimita um novo ciclo de mais 365 dias, o ciclo solar em torno da Terra. Isso, pelo menos segundo a análise astrológica que considera, para efeito de estudo, o referencial geocêntrico, afinal toda a percepção real ou simbólica parte inicialmente de nós para o mundo. Na Europa é o princípio da estação da primavera, para nós do hemisfério sul o começo do outono. Um sistema que funciona desde os tempos do Egito antigo, da Babilônia e dos sumérios e agrega qualidade ao tempo que em princípio se mostraria apenas quantitativo. No entanto os dias, semanas, meses e anos vão passando e quanto mais percebemos nossos próprios ciclos durante o tempo que transcorre mais percebemos o quanto cada período da vida se identifica com acontecimentos diferentes ou similares aos anos anteriores. Em nível pessoal a propensão a determinados eventos acontecerem se dá de forma bastante peculiar. Cada sujeito, embora com configurações astrológicas muito similares, viverá situações diversas. Todos os arianos do planeta Terra jamais viverão as mesmas experiências, por exemplo. A forma como vivemos as qualidades do tempo tem raízes na nossa criação, aprendizagem, formação cultural, família, cidade, país e até diferenças de religião, sexo, gênero, idade e há quem fale até em diferentes estados evolutivos espirituais. Em nível coletivo as qualidades do tempo, impressas pelos movimentos planetários, nos contaminam a todos. E juntos percebemos efeitos similares na vida de uma família, cidade ou país. Espanhóis, portugueses e gregos sentem neste momentos as qualidades do tempo que estão enfrentando. Egípcios, sírios e tunisinos sentem outra pressões coletivas. Católicos mundo a fora vão se identificar com determinados acontecimentos e muçulmanos, budistas com outras qualidades do momento. O posicionamento dos planetas no céu de cada ano pontua qualidades de ação e acontecimentos que podem ser vividos por todos coletivamente, lembrando que às vezes de forma real ou simbólica.
O céu de um 2013 que já começou...
As manifestações populares continuarão pelo mundo: Urano chama por liberdade, igualdade, fraternidade, justiça...
O céu do ano de 2013 nos marca com uma dramática quadratura entre Plutão e Urano. Quadratura é um ângulo de 90 graus entre os planetas e pelo menos para os estudiosos da astrologia significa o ângulo mais tenso possível, onde um planeta dentro de suas qualidades arquetípicas desafia ao outro. Esse embate se mostra como uma disputa acirrada onde o conflito entre ambos poderá se transformar numa guerra onde as qualidades dos planetas envolvidos se misturam e se potencializam. Plutão na mitologia grega é conhecido como Hades, o deus dos infernos, do submundo ou o reino dos mortos. É o planeta do underground, do oculto, do escondido e até do ilegal. Representa o mergulho profundo,às vezes em tudo o que há de sujo. Urano é o próprio céu, estudado também como tendo relação com o mito de Prometeu, o que sofrendo com as desigualdades entre humanos e os deuses, foi até o Olimpo e roubou o fogo sagrado.
Um novo Papa pode representar sim um novo mundo: Netuno e Plutão
Prometeu cumpriu com sua heróica missão trazendo à humanidade a luz à escuridão, o calor que combate o frio e a chama que cozinha o alimento que antes era devorado de forma primitiva pelos humanos. Urano é o traço da evolução. Urano encontra-se em Áries, o signo da guerra, do fogo, mas também da honestidade e da valentia. Plutão paira sobre Capricórnio, signo de instituições financeiras, governos, estruturas de poder. Juntos eles vem derrubando ditaduras, bancos,  nações, provocando desemprego e miséria em países que juraram a si mesmos a manutenção de estados de bem estar social (Urano), no entanto construídos a base de especulações, uso indevido de dinheiro público e corrupção (Plutão). A quadratura entre Plutão (o escondido) e Urano (o imprevisível) inviabiliza qualquer certeza e potencializa imaginações férteis a cerca do fim do mundo, já que o arquétipo da morte está tão presente. 
 Direitos humanos: combate ao abuso sexual: Saturno, Urano e Plutão
Mas de que fim do mundo estamos falando? Um desses exemplos foi a renúncia do Papa Bento XVI. Um novo mundo surge de fato para a Igreja Católica. Um mundo onde os peixes (o signo de peixes), símbolo do cristianismo, recebem Netuno, o deus da espiritualidade. Uma necessidade urgente de reforma (Plutão) em nome de algo mais verdadeiro (Urano) e também mais evoluído  (Netuno), adaptado a novos tempos, um novo ciclo. Tempo de inversão de pólos de poder e pedidos de perdão.
Como Plutão é planeta de morte é também planeta de vida. E por isso rege o sexo, essa palavra que o mundo inteiro adora e deseja decifrar, mas encontra barreiras desde os tempos sem princípio. Analisando mapas de vítimas de abuso sexual Plutão e Urano estão muito presentes e em aspecto desafiador. Já são três as graves notícias sobre estupros coletivos na pacata sociedade de maioria hindu na Índia. Segundo  estatísticas da CIA uma entre quatro mulheres será estuprada um dia. Ou seja, uma mulher, uma mãe, irmã ou amiga sairá destroçada dessa que é a experiência mais infernal (Plutão) e violenta (Urano) que o feminino possa vivenciar. O tema reverbera em outra parte do mapa astral quando observamos a presença de Saturno, o deus do severo, do tempo e do karma, caminhando sobre o signo de Escorpião, do poder e do sexo. Não será a hora de falarmos abertamente sobre o assunto? Porque um tema tão repulsivo tem sido tão recorrente?
Hora de encarar essa quadratura. Hora de sair da caverna
Plutão, aquele lado podre da sociedade, sempre existiu. Urano, a igualdade, a justiça e a liberdade, também. Mas em quadratura, Urano cobra a luz sobre esses temas. Em Áries, o signo do valente, Prometeu avisa que não é hora de temer, é tempo de lutar contra todo o tipo de tirania. A praça Tahrir (liberdade) no Cairo tem sido sua nova morada na Terra desde que entrou no signo de Áries.
Como aliado, num ano tão desafiador, teremos Júpiter, conhecido entre os gregos como Zeus, o deus do Olimpo. Otimista, expansivo e generoso ele passeia em 2013 pelo signo de Gêmeos avisando que a comunicação, as redes sociais, a literatura e todo o diálogo estarão abertos para que possamos nos utilizar deles de forma produtiva no combate à ignorância, à violência e à desigualdade. É hora de colocar a boca no trombone e denunciar. À partir do segundo semestre Júpiter entra no signo de Câncer, trazendo alento a todos os que estão se sentindo massacrados pela oposição de Plutão e a quadratura de Urano em suas vidas particulares, trazendo um quê de maternal e acolhedor aos que sofrem. De forma individual as transformações externas produzirão efeitos que poderão comprometer nossas decisões mais pessoais. E o que os terapeutas chamam de "reforma íntima" deixa de ser uma opção para ser uma necessidade. 2013 dá sinais de opressão, austeridade e transformação. Para quem souber ir às trevas e tiver coragem será um renascimento. Formas mais justas e honestas de poder pessoal nos aguardam. Para quem habitou a caverna de Platão por tanto tempo é recomendado óculos de sol e cesta de piquenique que a primavera chegou!

Aline Maccari
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