quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Sobre a cabeça de Joaquim um céu e uma coroa

Ministro Joaquim Barbosa é eleito presidente do Supremo Tribunal Federal
O mês de Libra, cujo glifo é a balança do equilíbrio e da harmonia, é também símbolo da equanimidade e da justiça. Não é à toa que vivemos o maior julgamento do país, o mensalão, justamente entre os meses de setembro e outubro, em um ano onde o abuso de poder e a supremacia dos impunes vêm sendo quebrada de forma inédita, como revela Plutão, planeta de transformação, em Capricórnio (signo das estruturas) e Saturno, recém chegado a Escorpião (signo do poder). É como se o mesmo princípio que coloca portugueses, espanhóis, franceses, italianos e gregos atualmente nos trilhos de uma nova realidade política e financeira, funcionasse também por aqui. Plutão está literalmente virando o mundo de cabeça para baixo enquanto passeia pelo signo que ocupa o topo do céu na roda zodiacal. Por aqui, é uma pena que a mídia fale deste momento tão marcante da vida pública brasileira sem uma análise aprofundada, consistente e principalmente compreensível sobre a magnitude do que se tem visto nesses dias. Todos sabemos o quanto a justiça no Brasil é lenta, mas o que estamos acompanhando é sem dúvida um divisor de águas. Um momento que se fortalecerá a partir do instante em que mais brasileiros se derem conta, abraçarem e defenderem essa mudança de paradigma afinal precisamos fazer a nossa parte! Até agora a impunidade era um câncer que corroía todos os esforços da sociedade na construção de um país justo para se morar e se ter orgulho. Por mais que fizéssemos, cada um a sua parte, a sensação era como a de nadar contra uma maré poderosa, com tubarões à vista, espiando cada movimento de retidão moral e esforço. Ser correto e pensar no bem comum no Brasil se tornou atitude passível de ridicularização, inclusive por amigos e até familiares. Há quanto tempo José Dirceu teria empossado o ministro Joaquim Barbosa? E quanto tempo depois Barbosa julgou Dirceu? O jogo tem mudado rapidamente, principalmente em se tratando de vida pública e anos de história no país. O que temos visto é uma mudança nos padrões da justiça brasileira, desenvolvida e encorajada por Saturno, o responsável reestruturador, em todo o processo de renovação dos temas de Libra, entre eles a justiça, que vinha acontecendo desde outubro de 2009. Assim, depois de dois anos e meio de sutil preparação, de Saturno em Libra, temos um novo time preparado para julgar velhas questões. A suprema corte brasileira já não é mais a mesma. Ela inclusive nunca esteve tão próxima da população. Mas ninguém representa melhor esse momento do que o ministro Joaquim Barbosa. Saturno que rege as estruturas simbólicas, também rege as estruturas físicas, e não são as agudas dores de coluna do ministro que vão deixá-lo à margem de sua missão, muito pelo contrário, são elas que vão lembrá-lo constantemente sobre seu papel saturnino, de moralização da intocada esfera da justiça no Brasil. Até chegar a uma das funções mais dignas, responsáveis e poderosas da nação ele sofreu, esforçou-se, trabalhou e alcançou méritos impensados para um menino de origens tão humildes, além de ser negro num país que esconde tão bem seus preconceitos. História comovente, compatível com os maiores sucessos de bilheteria do cinema heroico nacional. Barbosa, com seu jeito direto, dedicado, estudioso e consistente julgou e está colocando no devido lugar quem "bateu a carteira" do Brasil. Por tradição e mérito o STF elegeu Joaquim Barbosa para presidência da corte maior do Brasil em dia de Lua em Leão. E não poderia ser em momento mais apropriado. Sob o céu da justiça libriana e a Lua da realeza, Barbosa "recebe a coroa" e assume um posto que nos leva a um novo momento: o da meritocracia. Ao novo presidente do Supremo meu desejo de cidadã é de que ele continue focado em seu trabalho, transparente, transformador e esforçado e que o faça de forma concentrada porque daqui a dois anos Ricardo Lewandowiski vem aí.
Aline Maccari

Uma vez fui ao show de Gilberto Gil em Brasília. No meio da platéia encontrei alguém que gostava de "Andar com Fé" tanto quanto eu. Era o ministro Joaquim Barbosa.
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