segunda-feira, 30 de março de 2015

Lua e Vênus: os princípios do feminino

Femininas, sensuais e deslumbrantes Lua e Vênus, ambas estudadas como planetas pela astrologia, nos inspiram e às vezes nos confundem. Em nível simbólico, não astronômico, a diferença entre as damas do céu começa com a mitologia que explica e dá origem a elas na mente primitiva do homem. A Lua surgia esplendorosamente à noite e para apreciar sua aparição e mudança de forma a tribo inteira se reunia para saudá-la. Disputando espaço com o Sol, a Lua forma o par dos pares no primeiro entendimento sobre o funcionamento da mente humana. Enquanto ele o Rei simboliza a razão, a força e o masculino, a bela é inconsciência, sensibilidade, intuição e loucura. No mapa natal ela é estudada como o arquétipo da mãe.
Onde quer que ela esteja, por signo ou casa, ela nos oferece uma gama substancial de informações a cerca do relacionamento do sujeito com sua mãe. Como a relação simbiótica se estabelece com o bebê por um longo período é com a mãe que aprendemos nossa forma primeira de amar e entender o amor. É por isso que a Lua representa no mapa o amor primeiro, nossas trocas afetivas com o mundo, nossas fragilidades, inseguranças e forças sentimentais. Multifacetada em 4 fases, a Lua opera os ciclos dos humores. Começamos com a disposição de uma criança, passando para a ousadia de um jovem, a maturidade de um adulto, até a sabedoria de um idoso. Quando analisamos o caminho que percorre e como isso se dá, sobrevoando casas e signos, estamos de fato analisando seu trânsito. E é a partir desse passeio pelo planeta Terra, afinal o estudo astrológico se apoia no modelo geocêntrico, que ela nos informa, nos conforta e nos desafia a sentir de uma forma e não de outra.
Vênus apareceu noutro ritmo. Enquanto a mãe Lua dá sua volta em 28 dias a bela vagueia à velocidade de 224 e meio dias por ano, até o desfile completo ao redor de nossas cabeças (ao redor da "Terra"). No céu é a mais bela de todas, afirmam os astrônomos. Nenhum outro astro é tão perfeito, redondo e colorido quanto ela. Na mente inconsciente dos antigos ela formou par com vários. Foi esposa de Vulcano, teve um caso com Mercúrio (Hermes) e adorou com mais fervor Marte (Ares), o deus da guerra. Por ser tão bela e harmônica no céu foi explicada pelos antigos como a deusa da beleza que também era sinônimo de simetria, da justiça e portanto da harmonia. Filha de Urano, o deus céu, ela nasce do esperma do pai que caiu sobre as águas do mar. Brotada do elemento água, sinônimo da emoção, do sentimento, ela não poderia ser outra senão a deusa do amor. Afrodite começa sua história como a África, ambas nascidas das águas. Para os navegadores antigos África significaria as terras banhadas pela água que avistamos do lado de lá. No mapa astrológico a Vênus se diferencia da Lua à medida em que representa o amor pelo sexo oposto, a vaidade, a abordagem erótica, a forma de dar e receber amor romântico, de desejá-lo e de desejar coisas.
Uma Vênus no mapa natal representa gostos, presentes, amor entre casais, valores, desejos, ganhos da vida e até aparência física. Em tempos antigos beleza e equilíbrio estéticos eram quase valores sinônimos. Por isso quando equilibrada a bela também seria justa. Quando tratamos da Lua falamos de humores e necessidades básicas de trocas afetivas. Sabendo disso ficamos mais conscientes de nossa vontades e humores, desses dois princípios femininos que guiam homens e mulheres.
Aline Maccari


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