segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

A origem das tradições natalinas

Reza a lenda que nos primeiros dias do Solstício de Inverno no Hemisfério Norte, iniciado no dia 21 de dezembro, celebrava-se o Natal de uma outra maneira. Há centenas e centenas de anos, na parte Norte do globo, sobreviver a esta época era uma prova de força, coragem e sabedoria devido ao frio rigoroso, a escuridão e a falta de recursos.
Para os vikings era uma provação! Sabendo o que enfrentariam, eles trabalhavam durante a primavera, o verão e o outono para armazenar nozes e outros tipos de castanhas, assim como peixes dos mais variados, entre eles o bacalhau. Tudo isso era devidamente guardado, para que nos três meses de trevas, na estação mais gelada do ano, não lhes faltasse o necessário para a sobrevivência. Os dias que vão de 21 a 24 dezembro eram os mais temidos pelos povos do Norte. Com o Sol mais distante da Terra, havia o risco da morte vencer a vida. Nesta ocasião, o xamã da tribo reunia a todos para um ritual anual de iniciação. Nesta noite um jovem destemido deveria seguir viagem em busca do grande e temido urso branco. E só deveria voltar quando trouxesse o animal morto. Ansiosos pela volta do rapaz a tribo se reunida e ascendia velas ao redor da única árvore que se mantinha verdinha no inverno, o pinheiro. Lá pelas tantas, aparecia o herói com sua missão cumprida. Vestido com as peles do urso do avesso, com a carne e o sangue vermelho expostos para fora, com seu pelo branco para dentro e a barba cheia de neve, ele mostrava à tribo o quanto era bem-aventurado, destemido e merecedor do respeito da comunidade. Exatamente nesta ocasião a tribo comemorava o fim da última noite mais longa do ano, ao lado do vitorioso guerreiro. Tendo os bárbaros vikings invadido Roma e arredores, parte de sua tradição se misturou à cultura ocidental e cristã, de maneira que até hoje, o "homem de barba branca", vestido de vermelho, os pinheiros, as luzes, as frutas secas e o peixe ainda fazem parte da tradição natalina.
Muitos dirão que esta história é absurda, afinal, no Natal é celebrado o aniversário de Jesus Cristo. Mas, muito das tradições e hábitos pagãos fazem parte das celebrações da data, fato estudado por eruditos como Junito Brandão, Joseph Campbell e tantos outros. O paganismo e suas tradições, entre elas a de condecorar um rapaz vestido como o Papai Noel, são a marca desta noite. As celebrações do nascimento de Jesus se misturam a toda essa narrativa pois a fusão do paganismo e do cristianismo durou vários séculos, de maneira que era impossível dissociar uma tradição tão antiga de uma recém fundada. A fusão de histórias foi inevitável, e futuramente a Igreja acabou por perceber que para conquistar um grande número de fiéis era impossível fechar os olhos para os hábitos cotidianos das pessoas, de maneira que misturar símbolos era mais que coerente e natural. Muitos perguntam se então Jesus Cristo era Capricorniano! Bem, como essa foi uma história contada há mais de dois mil anos, não há uma precisão quanto à data de seu nascimento. A celebração da data de aniversário de Cristo é sem dúvida uma analogia ao Solstício de Inverno e a celebração do Deus Sol, com o fim do último dia mais escuro do ano. Mesmo assim, as pessoas ficam intrigadas com o signo do Salvador. Como o cristianismo foi uma fusão com várias tradições e uma transição do politeísmo para o monoteísmo, Cristo poderia ser compreendido como uma síntese de todos os deuses, sendo o deus pleno e único, representando assim a união de todos os signos, quem sabe multifacetado em seus 12 apóstolos. Aliás, há inúmeros estudos que mostram que Leonardo da Vinci, além de grande artista, cientista e inventor era também um grande astrônomo e astrólogo. E o famoso quadro da Santa Ceia pintado por ele exporia todo seu conhecimento astrológico, caracterizando cada apóstolo com trejeitos característicos de cada signo. Os astrólogos Emma Costet de Mascheville, Pedro Tornaghi e Cláudia Lisboa tratam disso em suas obras em detalhes.

No Brasil, a celebração tem ainda mais misturas do que podemos imaginar. Sendo do Hemisfério Sul, em pleno do verão, temos uma relação diferente com a data. Nosso Natal é tropical! Mas, mantemos muitas da tradições, somadas ainda ao nosso sincretismo religioso de matrizes africanas e indígenas. A noite de hoje pode ser celebrada como uma data de confraternização do amor universal entre todos, independentemente de suas origens ou crenças. Importante é que o amor prevaleça e se dissemine, e como o Sol, aqueça outra vez os nossos coração! Feliz Natal! Feliz comunhão!
Aline Maccari
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*Assim na Terra como no Céu! A astrologia faz todo o sentido por que microcosmos e macrocosmos tem uma relação íntima entre si. O que acontece entre os astros, repercute simbolicamente em nossas vidas, todos os dias. Essa "psicologia antiga" funciona como uma verdadeira bússola nos orientando na nossa jornada. Para entender melhor a si mesmo entre em contato com A Astróloga pelo e-mail aastrologa@gmail.com  
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* Aline Maccari é jornalista, cronista e astróloga, com pós graduação em psicologia junguiana. Para saber mais visite o blog www.aastróloga.com.br

CRÉDITOS: Arte do desenho South Park e o quadro da Santa Ceia de Leonardo da Vinci (no site)
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